30 de março de 2021
Palmital tem mais uma morte de paciente que aguardava vaga em UTI na Santa Casa
Uma paciente de 73 anos que aguardava há 12 dias uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) morreu no início desta terça-feira (30/03) noite na Santa Casa de Misericórdia de Palmital. A informação foi confirmada pela Secretaria de Saúde da Prefeitura. O município já totaliza 24 óbitos pela doença desde o início da pandemia.
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De acordo com informações do órgão municipal, a paciente havia sido internada na ala de isolamento da Santa Casa no dia 17 de março. Um dia depois (18/03), ela teve agravamento do quadro respiratório e foi intubada para evitar o maior comprometimento do pulmão.
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Houve a solicitação de encaminhamento para UTI por meio da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross), que gerencia os leitos em todo o Estado. Porém, devido à lotação dos leitos em hospitais públicos e privados na região de Marília, a transferência não foi possível.
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Esta é a segunda morte na ala de isolamento da Santa Casa em menos de uma semana. Na noite de sábado (27/03), uma paciente de 63 anos, que também esperava vaga em UTI, foi a óbito por complicações da Covid-19. Neste mês, o hospital registrou outros dois casos semelhantes.
Câmara aumenta em 170% valor de reembolso de gastos com saúde de deputados
A Câmara dos Deputados reajustou o valor total destinado a reembolsos de gastos com saúde dos deputados. Agora, a Casa destinará R$ 135,4 mil para esta finalidade. O valor anterior era de R$ 50 mil, o que configura um aumento de 170,8%.
A mudança foi publicada ontem em edição extra do Diário Oficial da Câmara dos Deputados e foi assinada pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Segundo o texto assinado por Lira, o valor anterior foi definido em 2015 e estava defasado.
A Mesa Diretora da Câmara se baseou na VCMH (Variação de Custo Médico-Hospitalar), a chamada “inflação médica” para estabelecer o reajuste. “Essa atualização corrigirá a natural defasagem monetária de um valor fixado no ano de 2015 e proporcionará maior agilidade (racionalização) no atendimento às demandas relativas ao reembolso de despesas com saúde por parte dos Senhores Deputados”, diz o texto.
Lira também ressaltou que o reajuste não criará ônus adicional para a Câmara. “A Segunda Vice-Presidência continuará a analisar caso a caso, levando-se em conta os pareceres dos Órgãos Técnicos envolvidos”, escreveu. Ainda de acordo com o presidente da Câmara, o novo limite implicará em um “descongestionamento” das reuniões da Mesa Diretora, porque haverá um menor número de processos sujeitos a deliberação, uma vez que o próprio segundo vice-presidente poderá tomar mais decisões.
FONTE: UOL
Homem que matou enteado a facadas é preso por ameaçar ex-mulher no bairro São José
Um mecânico de 55 anos foi preso na tarde de domingo (28/03) no bairro São José, em Palmital, depois de fazer ameaça de morte e descumprir ordem judicial de manter distância da ex-mulher e da ex-enteada.
O mecânico esteve pela manhã na residência da ex-mulher de 55 anos, na rua Bolívia, onde também teria ameaçado a ex-enteada, de 22 anos, e o namorado da jovem, um tratorista de 32 anos.
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As vítimas relataram que, depois de ele ser impedido de entrar na residência, teria dito que iria embora e voltaria para matar todos. O mecânico retornou posteriormente e foi feito o acionamento da PM.
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Além da ameaça, houve a constatação de que ele descumpria ordem judicial que o proíbe de se aproximar ou fazer contato com as vítimas, que solicitaram medida protetiva.
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O mecânico recebeu voz de prisão por ameaça e descumprimento de medida protetiva com base na lei Maria da Penha. A ocorrência foi apresentada na Polícia Civil que fez o registro do flagrante e o encaminhamento para a Cadeia Pública de Lutécia.
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HOMICÍDIO – Em 31 de outubro de 2020, o mecânico ainda morava na residência na rua Bolívia e matou o próprio enteado a facadas. A vítima, um homem de 34 anos, era filho da ex-mulher e portador de deficiência física. O crime teria ocorrido depois de uma briga doméstica.
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O mecânico teria recebido um golpe de facão na testa desferido pelo enteado. Em seguida, pegou uma faca que estava sobre a mesa da residência e desferiu dois golpes no peito da vítima. O autor do crime fugiu e foi preso pouco depois quando estava escondido em um matagal na estrada do Matadouro.
Confira mais detalhes na versão impressa do JC
Ganhador da Mega da Virada não reclama prêmio e pode perder R$ 162 milhões
Você esqueceria R$ 162,2 milhões? Um apostador de São Paulo, aparentemente, sim. Ele (ou ela) foi um dos 2 acertadores das seis dezenas da Mega da Virada, mas ainda não apareceu para resgatar o prêmio – e vai perder o dinheiro se não se apresentar esta quarta-feira (31/03). O outro apostador, de Aracaju (SE), já levou a sua parte.
Os números sorteados na Mega da Virada 2020 foram: 17 – 20 – 22 – 35 – 41 – 42.
Pode parecer improvável que alguém ganhe na loteria e não retire o prêmio, mas o apostador da capital paulista não está sozinho. Só em 2020, R$ 311,9 milhões em prêmios deixaram de ser resgatados, segundo dados da Caixa Econômica Federal.
O valor esquecido de prêmios da Mega-Sena, Lotofácil, Quina, Lotomania, Timemania, Dupla Sena, Loteca, Lotogol e Federal no ano passado foi o menor dos últimos 5 anos em termos nominais (sem considerar a inflação), conforme mostra o gráfico abaixo. Mesmo assim, os prêmios não resgatados nesse período somam R$ 1,62 bilhão.
PARA ONDE VAI O DINHEIRO?
Quando os ganhadores não retiram o prêmio em até 90 dias, os valores são repassados integralmente ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo a Caixa, as regras valem para todas as modalidades da loteria.
“Em 2020 foram repassados ao FIES R$ 311,9 milhões, considerando todas as modalidades e faixas de premiação cujo prêmio não foi reclamado no prazo legal. Na maioria das vezes, esse montante decorre da soma de prêmios de pequeno valor”, informou a Caixa em nota ao G1.
O Fies é o programa federal de financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas. Neste ano, as inscrições poderão ser feitas entre os dias 26 e 29 de janeiro.
A Caixa acrescentou que informa “constantemente” sobre os prazos e formas de recebimento dos prêmios. “Para divulgação das informações de recebimento de prêmios são utilizados cartazes nas lotéricas, mensagens nos volantes de aposta, no bilhete original de aposta e no site da Caixa na Internet”, afirmou.
REPASSES DAS ARRECADAÇÕES
Assim como os prêmios não resgatados, a Caixa também é responsável pelo repasse das arrecadações geradas pelas apostas. Os valores são distribuídos para áreas como Cultura, Saúde, Educação, Segurança, Esportes, Seguridade e outros.
“Além de alimentar os sonhos de milhões de apostadores, as Loterias Caixa constituem uma importante fonte de recursos para fomentar o desenvolvimento social do Brasil”, diz a instituição.
Segundo a Caixa, o montante total de recursos repassados pelas Loterias aos beneficiários legais (saúde, educação, segurança, esporte, etc) somou R$ 8,05 bilhões e foi o maior da história, 1,6% acima do repassado em 2019 (recorde anterior).
Como exemplo, veja abaixo como é distribuída a arrecadação da Mega-Sena:
Prêmio Bruto: 43,35%
Seguridade Social: 17,32%
Fundo Nacional da Cultura: 2,92%
Fundo Penitenciário Nacional: 1%
Fundo Nacional de Segurança Pública: 9,26%
Ministério do Esporte (Ministério da Cidadania): 2,46%
Fenaclubes: 0,04%
Secretarias de esporte, ou órgãos equivalentes, dos Estados e do Distrito Federal: 1%
Comitê Brasileiro de Clubes: 0,50%
Confederação Brasileira do Desporto Escolar: 0,22%
Confederação Brasileira do Desporto Universitário: 0,11%
Comitê Olímpico do Brasil: 1,73%
Comitê Paralímpico Brasileiro: 0,96%
Despesas de custeio e manutenção: 19,13%
Fonte: G1
Ala de isolamento da Santa Casa de Palmital atinge novamente 100% de ocupação para pacientes com Covid-19
Palmital vive o pior momento da pandemia neste mês de março. A situação alarmante se deve ao aumento no número de mortes de pacientes com coronavírus, além da saturação do sistema de saúde devido ao elevado número de casos da doença. Outra agravante é o maior volume de pacientes com síndromes respiratórias nos hospitais da região, que enfrentam a falta de vagas em UTIs para atender pessoas em estado grave.
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Nesta terça-feira (30/03), a ala de isolamento de Covid-19 da Santa Casa de Misericórdia de Palmital atingiu novamente os 100% de ocupação para pacientes SUS. Oito doentes estão em leitos clínicos, com quadros leves e moderados, e dois são mantidos entubados, com solicitação de vaga em UTI, para a ventilação mecânica devido às condições graves de comprometimento respiratório.
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A Santa Casa, que mantém atendimento do Pronto-Socorro e o Centro de Covid, já registrou quatro mortes na ala para coronavírus em março. Em três situações, os pacientes estavam em estado grave e entubados. Dois deles estavam aguardando vaga que possibilitaria a transferência para UTI na região. Em vários dias neste mês a ala de isolamento chegou a 100% de ocupação.

Passado mais de um ano do início da pandemia do coronavírus, já se sabe que a doença não afeta apenas o pulmão, mas também outros órgãos do corpo, como coração e rins. As sequelas do vírus são das mais diversas, vão desde fadiga persistente, déficit de memória, arritmia até perda de paladar.
Uma dúvida que pode surgir entre os recuperados da covid-19 é: devo fazer um check-up médico? Quais especialidades devo procurar? E os exames? Pensando nisso, VivaBem conversou com diversos especialistas para entender como deve ser feita essa avaliação médica.
O primeiro ponto é que depende muito do grau da doença que a pessoa teve: leve, moderado ou grave. As duas últimas envolvem, principalmente, a internação do paciente e, nos casos mais severos, a intubação em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
De uma forma geral, é importante que as pessoas façam, sim, um check-up e procurem um médico de confiança (independentemente da especialidade) após a recuperação da doença. É ele quem pode fazer essa avaliação mais global e indicar os especialistas que o paciente deve procurar, se necessário. Caso a pessoa não tenha um nome em mente, é indicado um clínico geral, médico de família, pneumologista ou infectologista.
Tive um quadro leve: o que fazer?
Para esses pacientes, Ricardo Martins, pneumologista e professor do HUB (Hospital Universitário de Brasília), explica que uma consulta clínica e um exame físico já são suficientes. “Um clínico geral, um médico de família e comunidade resolvem bem. Nem todos têm convênio, então, pelo SUS, seria por meio da atenção primária [postos de saúde]”, diz o também membro da SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia).
Esse profissional pode indicar um outro especialista a depender dos sintomas que a pessoa apresenta. Por exemplo: arritmia cardíaca, um cardiologista; perda de memória, um neurologista; ansiedade, quadros depressivos, um psiquiatra ou psicólogo; perda de cabelo, um dermatologista.
Quadros moderados e graves merecem atenção
De acordo com o pneumologista, esses são os casos que mais preocupam, principalmente quem necessitou do hospital para tratar a doença. “De uma forma geral, o paciente vem com um comprometimento respiratório, porque a porta de entrada da covid-19 é o sistema respiratório e o primeiro comprometimento que se dá é a pneumonia viral, aí é indicado procurar um pneumologista, por exemplo”.

Mas o médico explica que, quando o paciente tem alta, normalmente ele recebe um relatório apontando quais orientações seguir e qual especialidade médica procurar. Até porque, a covid-19 é uma doença sistêmica que pode impactar a saúde de diversas formas, tanto física como emocionalmente.
“Há pessoas que desenvolvem comprometimento cardíaco ou renal. Têm pacientes que apresentam descompensação de doenças preexistentes, como diabetes e hipertensão. Há quem desenvolva problemas neurológicos, com dificuldades motoras; também tem paciente que apresenta doenças nas articulações e há ainda as doenças psiquiátricas, desde um quadro de ansiedade, natural da situação, até surtos psicóticos”, diz Martins.
Por conta dessa gama de situações resultantes da infecção, é importante que o médico que deu a alta do paciente faça essa orientação de quais especialidades procurar. Mas apenas pessoas que tiverem quadros moderados e graves podem sofrer dessas sequelas? Não, por isso é importante procurar um médico num primeiro momento e se atentar a outros sintomas que podem surgir, como cefaleia, perda total, parcial ou distorção do paladar e olfato, fadiga persistente, perda de memória, arritmia cardíaca, sensação de formigamento/quentura nas pernas e braços, entre outros.
Cuidados com o coração
De acordo com diretrizes da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), pessoas que tiveram covid-19, inclusive assintomáticas, devem passar por avaliação médica cardiológica —incluindo exame físico e clínico, além do eletrocardiograma em repouso.
Isso porque o coronavírus pode afetar diretamente o coração, causando uma inflamação no músculo do órgão, que é a miocardite, mesmo em pacientes que não apresentaram um quadro grave e até entre assintomáticos. Como esse músculo é responsável pela contração do coração, a inflamação acaba prejudicando o bombeamento do sangue pelo corpo. Entre as possíveis consequências estão arritmias e até insuficiência cardíaca.
Rica Buchler, cardiologista e diretora da reabilitação cardíaca do Instituto Dante Pazzanese (SP), comenta que outros sintomas podem aparecer depois, como a arritmia cardíaca (frequência anormal do coração), falta de ar, tontura e uma diminuição da capacidade física. “Uma queixa comum na reabilitação pós-covid é a pessoa que andava, antes da covid, 1 km até o ponto de ônibus e, agora, ela precisa parar para descansar”, diz. “Mas temos como tratar tudo isso após a avaliação de um especialista.”.
Outro ponto importante é que as pessoas infectadas (leve, moderada ou grave) pelo vírus façam esse check-up cardíaco antes de voltar para as atividades físicas. “Elas não sabem se houve um acometimento no coração ou não. É preciso a liberação de um médico cardiologista para saber se não tem um problema de arritmia, por exemplo”, explica.
Ela conta que o paciente pode procurar o serviço após 15 dias do diagnóstico. “O que notamos, na reabilitação cardiovascular em pacientes de covid, é que a melhora vem com o tempo. Com avaliações e exames, as coisas tendem a melhorar depois de um mês”, diz a cardiologista.
Impactos neurológicos
Os impactos neurológicos da covid-19, a longo prazo, seguem sendo estudados. Mas alguns sintomas após a recuperação devem ser levados em conta, como déficit de memória a curto prazo, cefaleia e neuropatia periférica (sensação de formigamento/calor nas pernas e braços). Caso a pessoa apresente algum desses sintomas, é válido passar pela avaliação de um neurologista.
Para todas essas queixas existem formas de tratamento. Os problemas de memória, por exemplo, podem ser acompanhados por meio de um profissional da psicologia, com a estimulação cognitiva. No caso da neuropatia periférica, o médico consegue resolver os sintomas de sensação de formigamento com medicamentos. Já a dor de cabeça específica da covid, que não é semelhante a uma enxaqueca nem a dor de cabeça comum, também pode ser investigada e tratada com medicação. “É uma dor de cabeça com características misturadas, fica em um intermediário das classificações, chamamos de cefaleia incaracterística. Não tem o perfil de nada do que já conhecemos”, explica Edson Issamu Yokoo, neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
Quais exames podem ser necessários?
Isso vai depender muito do quadro e se você apresenta alguma sequela ou não. Então, não necessariamente você precisa cumprir uma lista de exames.
“Em geral, uma recomendação dos órgãos americanos e até mesmo no Brasil é: se o paciente está bem, não teve internação, não teve complicações, sem comorbidade, a princípio ele não precisa de exame algum. Caso tenha comorbidades, monitoramos com exames básicos laboratoriais”, afirma Marcelo Daher, infectologista do Hospital Estadual de Urgências de Anápolis (GO) e consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).
O pneumologista da SBPT segue a mesma lógica e diz que, “na máxima da medicina, a clínica é soberana”: “isso significa que a gente precisa conversar com o paciente e apurar quais sintomas e sinais ele está apresentando. Após história clínica e o exame clínico completo, a gente traça a necessidade a partir daí. Não existe receita de bolo”.

Isso quer dizer que, em muitos casos, um raio-X ou exames de tomografia não precisam ser solicitados todo mês, por exemplo, só se existir uma necessidade real do paciente.
No caso das atividades físicas, os exames sempre foram indicados, mesmo antes da pandemia de covid-19. Isso faz parte até de protocolos de academias, ou seja, um profissional deve avaliar o paciente antes da iniciação de exercícios físicos e solicitar, se necessário, exames como eletrocardiograma ou teste ergométrico.
Fonte: uol
SP: Lua cheia e lanterna ajudam famílias a enterrar mortos noite adentro
Já passava das 22h quando os familiares de Silvério Rocha, 51, sepultaram seu corpo no cemitério São Luís, no jardim que atende pelo mesmo nome, na zona sul de São Paulo. A lua cheia e a lanterna do coveiro eram as únicas luzes a clarear o cortejo da família Rocha.
O número de enterros cresceu 30% em São Paulo no último mês. Os sepultamentos noturnos fazem parte do Plano de Contingência do Serviço Funerário. A mudança de horário foi implantada nos cemitérios São Luís, na zona sul, Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte, Vila Alpina e Vila Formosa, na zona leste. No São Luís estão trabalhando duas equipes de sepultadores, com oito membros cada. A primeira fica das 8h às 17h e a segunda equipe, das 13h às 22h.
Só na sexta-feira foram 34 enterros no local, 11 deles de vítimas do covid-19. Segundo José Araújo, agente de apoio do cemitério, a média tem sido entre 12 e 15 mortos da doença por dia. São Paulo registrou a pior semana de mortes por covid-19 no estado, com 4.333 óbitos entre o domingo passado e ontem. Vítima de um câncer, Silvério foi o último a ser enterrado na sexta-feira, quando começou a valer o novo decreto da prefeitura, com sepultamentos até as 22h. “A família acha ruim né, tem medo de enterrar à noite”, afirmou um coveiro. A filha caçula de Silvério, de apenas nove anos, não quis acompanhar o funeral do pai. Abalada e com medo, ficou esperando no local onde acontecem os velórios, aos cuidados de uma tia.
Entre sons de corvos e morcegos, os familiares de Silvério deixaram suas flores no túmulo quase às 23h e voltaram caminhando no breu, guiados apenas pelas lanternas dos celulares.
Enquanto isso, funcionários desmontavam o gerador e o trator que estão sendo usados para fazer os enterros noturnos. “Gerador não clareia nada” “Colocaram um gerador lá embaixo, mas não clareia nada. A família desce no escuro para enterrar”, afirmou José Araújo. Até quinta-feira desta semana, os sepultamentos ocorriam entre as 7h e as 19h. Só na noite de ontem, cinco pessoas foram enterrados no horário estendido. Três deles eram “D3”, código usado pelos trabalhadores funerários para o protocolo em casos confirmados ou suspeitos de covid-19.
Jaime Rezende, velorista do São Luís, afirma que o volume de corpos que estão chegando de madrugada é cada vez maior. Os que chegam após as 22h são colocados na sala de velório e sepultados no dia seguinte. “No final do ano passado parecia que estava melhorando. Chegava a ficar um dia, dois dias sem aparecer nenhum [morto de covid]. Agora, não para de aumentar”, lamenta Araújo.
Fonte: uol
Palmital tem mais uma morte por coronavírus; paciente de 47 anos é a terceira vítima em quatro dias
Palmital registrou nesta terça-feira (30/03) a 23º morte por coronavírus. A vítima é uma mulher de 47 anos que estava internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Paraguaçu Paulista e foi a óbito no início da madrugada em decorrência das complicações pulmonares causadas pela doença.
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A paciente apresentou sintomas de síndrome respiratória aguda em meados desse mês e foi internada no dia 19 de março na ala de isolamento da Santa Casa de Misericórdia de Palmital. Dois dias depois, no domingo retrasado (21/03), ela foi intubada e transferida para a UTI em Paraguaçu Paulista.
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Este foi o terceiro óbito ocorrido em Palmital por coronavírus no período de quatro dias. Segundo a Secretaria de Saúde, houve a morte de morte Neusa de Fátima Rocha, de 63 anos, na noite de sábado (27/03) na Santa Casa, enquanto esperava vaga em UTI.
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Na madrugada de segunda-feira (29/04), a vítima foi o empresário Celso Botega, que estava na terapia intensiva do Hospital da Unimed de Ourinhos. Nesta terça-feira (30/03), conforme o órgão municipal, há 9 pacientes de Palmital hospitalizados, sendo 7 em leitos clínicos e 2 intubados em estado grave nos centros de terapia intensiva.
Covid-19: Brasil tem mais mortes em uma semana que quatro países somados
Com 18.164 mortes por covid-19 na última semana, o Brasil ultrapassou a soma dos óbitos registrados nos Estados Unidos, Itália, México e Rússia, segundo dados de hoje do site Our World in Data. Juntos, os outros quatro países tiveram 16.031 mortes pela doença nos últimos sete dias. Foram 6.787 nos Estados Unidos, 3.587 no México, 2.991 na Itália e 2.666 na Rússia.
A população do Brasil, por outro lado, corresponde a cerca de 32% da soma de habitantes dos outros quatro países, sendo quase três vezes inferior — 209 milhões ante mais de 650 milhões. Esses dados reforçam o estado brasileiro de aceleração no número de casos e mortes por covid-19. Atualmente, a proporção de óbitos diários pela doença no Brasil é de 12,21 por milhão de habitantes, ainda segundo o Our World in Data. Em termos de comparação, o número nos Estados Unidos é de 2,93 por milhão, e na Rússia, 2,61 por milhão.
Maior média móvel da pandemia Com 1.605 novas mortes, o Brasil registrou ontem a maior média móvel de mortes em toda a pandemia: 2.598 nos últimos sete dias, de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte. Cinco regiões do país apresentam números em aceleração: Sudeste (64%), Centro-Oeste (43%), Nordeste (30%) e Sul (28%). Apenas o Norte (2%) está estável. No geral, o Brasil apresenta aumento de 40% nos dados de média móvel nas mortes comparado com os dados de 14 dias atrás
Ao todo, 312.299 pessoas morreram vítimas do novo coronavírus no país, e o número de infectados atingiu a marca de 12.532.634 casos.
Fonte: uol

