O 1º de maio como Dia do Trabalho, ou Dia do Trabalhador, foi criado por causa de uma greve de trabalhadores ocorrida em 1886, em Chicago, nos Estados Unidos, que reivindicou jornada de 8 horas por dia, fazendo a data entrar para a história como Dia Internacional dos Trabalhadores.
No Brasil, mesmo com registros de manifestações operárias desde o fim do século 19, a data foi oficializada em 1924 pelo então presidente Artur Bernardes, mas em seguida foi cooptada pela máquina publicitária estatal do ditador Getúlio Vargas, que a usou como bandeira do populismo.
A politização da data revela a importância do Dia do Trabalho como catalizador de reivindicações trabalhistas e sociais, causas que agregam operários em todos os países, em todos os sistemas de governo e em todos os regimes políticos em todas as épocas, ilustrando a eterna dicotomia entre capital e trabalho.
Mesmo o mundo capitalista comprovando que a boa remuneração ao trabalho é o melhor e mais eficiente meio de alavancar as atividades econômicas e gerar riquezas, a exploração da mão-de-obra é ainda uma realidade em todos os continentes para a locupletação de minorias e consequente aumento das diferenças sociais e econômicas.
“…a boa remuneração ao trabalho é o melhor e mais eficiente meio de alavancar as atividades econômicas…”
A valorização do trabalho, seja intelectual ou braçal, é a chave para o desenvolvimento econômico de uma nação que, só assim, consegue movimentar todas as atividades produtivas graças ao consumo de bens materiais por todas as classes sociais.
O trabalhador bem remunerado, com acesso à moradia, aos bens de consumo, à boa educação, à saúde de qualidade e ao lazer e ao entretenimento, se torna vetor do crescimento econômico equilibrado da agricultura, dos serviços, da indústria, do comércio e da tecnologia, com a necessária e sempre muito saudável justiça social.
Mais de 100 anos depois das primeiras grandes manifestações trabalhistas, depois do surgimento dos sindicatos e da politização dos trabalhadores que, em maioria, são decisivos em muitas eleições, o trabalho ainda se ressente de mais valorização por parte do capital.
Afinal, a divisão social causada pela baixa remuneração do trabalhador é causa das principais defecções do sociedade atual, cujas grandes maiorias vivem em favelas e cortiços, sem atendimento às necessidades básicas e ainda não integrados ao mercado de consumo devido à falta de reconhecimento pelo nosso sistema econômico da real importância e valor do trabalho.
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