O comerciante que assassinou o concunhado na tarde de domingo (11/01), em um bar no centro de Palmital, utilizou um carro para fugir. Conforme informações contidas no Boletim de Ocorrência da Polícia Civil, após matar Levi Hilário Soares Cavalcante, de 53 anos, Alcindo Roder Júnior, conhecido como Tuca, de 59, voltou para sua casa na Vila Albino para deixar a moto que utilizava e pegar um VW Gol, com o qual desapareceu e ainda não foi localizado.
Segundo relatos de pessoas que estavam no bar, o clima era de absoluta harmonia, com a presença de vários amigos em conversas amistosas. Em determinado momento, Levi chegou ao local, foi bem recebido e se sentou à mesa com um amigo, policial militar aposentado, que logo depois deixou o estabelecimento. Testemunhas afirmam que, com a saída do companheiro de mesa, Levi se sentou em outra cadeira, junto ao concunhado Tuca, iniciando uma conversa.
O dono do estabelecimento relatou que, sem motivo aparente e sem qualquer discussão, Tuca teria sacado um revólver e disparado contra Levi, que foi atingido no peito e caiu no meio do bar. De imediato, Tuca colocou a arma na cintura e, sem dizer nada, deixou o local em uma motocicleta. A Polícia Militar foi acionada e rapidamente chegou ao estabelecimento, onde também esteve uma equipe do Samu, que constatou o óbito. O perímetro foi isolado até a realização da perícia pela Polícia Científica.
O corpo de Levi foi levado ao IML – Instituto Médico Legal – de Assis para necropsia e exames periciais. A polícia constatou que ele tinha apenas uma perfuração de tiro no peito, em área próxima ao coração, e que o projétil ficou alojado no tórax. Conforme consta no Boletim de Ocorrência, a Polícia Civil iniciou diligências em Palmital logo após o crime, com equipe comandada pelo delegado Fábio Fulan, plantonista da CPJ de Assis, que esteve na casa do acusado na Vila Albino.
Os policiais apuraram que, após o crime, Tuca foi até sua residência, deixou a motocicleta e saiu em seguida com um Gol G3, tomando rumo ignorado. No imóvel, onde ocorreram buscas, foram apreendidos 10 projéteis intactos de arma de fogo calibre 38. A equipe também esteve na residência de familiares do comerciante, no centro da cidade. Na manhã desta segunda-feira (12/01), conforme o delegado Marcelo de Souza, titular da Delegacia de Palmital, equipes de policiais continuavam as buscas pelo acusado.
De acordo com registros da Polícia Civil, informações colhidas no local sugerem que o crime pode estar relacionado a uma disputa de herança deixada pelo sogro de Levi e Tuca, cujas esposas são irmãs. A polícia verificou também que há câmeras de vídeo em lojas em frente ao bar, que podem ter registrado o crime e auxiliar nas investigações. Houve ainda a apreensão da carteira preta de couro de Levi, contendo cartões, dois dólares e diversas anotações em papéis avulsos, além de um aparelho celular Samsung, que serão objeto de apuração.
Funeral
O velório de Levi, ex-funcionário do posto de combustíveis da Coopermota, foi realizado na manhã de segunda-feira (12/01), na Funerária Aliança, onde familiares e amigos prestaram as últimas homenagens. O sepultamento, em meio a um clima de comoção, ocorreu no início da tarde, no Cemitério Municipal de Palmital.
Levi era casado com a professora Suzete Portilho, que morreu de câncer em 19 de junho de 2025, e deixa um filho, Pedro, estudante universitário. Em maio do ano passado, conforme relatos de familiares, ele havia deixado o emprego na Coopermota para cuidar da esposa durante o tratamento oncológico.
Com personalidade alegre e cativante, Levi era figura ativa na comunidade católica de Palmital, participando de celebrações e eventos promovidos pelas pastorais. Junto com a esposa, também atuava em atividades de defesa da causa animal na cidade. Sua morte trágica foi lamentada em diversas postagens nas redes sociais.


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