A Polícia Civil apura um caso em que uma funcionária terceirizada de uma agência bancária de Palmital teria realizado, em benefício próprio, movimentações financeiras estimadas em R$ 100 mil em nome de uma idosa. Para esclarecer os fatos, uma operação foi realizada na quinta-feira (16/07) para cumprir mandado de busca e apreensão na residência da acusada, com o objetivo de reunir provas que contribuam para a investigação sobre o desvio de recursos previdenciários da vítima. Este é o terceiro caso de fraude bancária registrado na cidade em um período de sete meses.
As apurações começaram após familiares da aposentada, de 79 anos, perceberem inconsistências entre os valores recebidos e sua situação financeira. Segundo a investigação, a funcionária teria conquistado a confiança da idosa e obtido acesso a documentos pessoais, dados cadastrais e senhas bancárias. Com essas informações, teria aberto, sem autorização, uma conta digital em nome da vítima, para onde passaram a ser direcionados os benefícios previdenciários.
A partir dessa conta, conforme a equipe comandada pelo delegado Marcelo de Souza, foram realizadas diversas movimentações financeiras e transferências, parte delas destinadas à própria funcionária, reforçando os indícios de participação no esquema criminoso. Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam um aparelho celular e documentos que devem contribuir para o esclarecimento dos fatos e para identificar outros possíveis envolvidos.
Após as buscas autorizadas pela Justiça, a investigada foi conduzida à Delegacia de Polícia Civil de Palmital para os procedimentos de polícia judiciária. Na presença de seu advogado, foi cientificada de seus direitos constitucionais e optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório. As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, visando delimitar a extensão dos prejuízos e reunir novos elementos para responsabilização criminal.
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Dois casos recentes totalizaram prejuízo de R$ 800 mil
A Polícia Civil de Palmital também investigou outros dois casos de fraude cometidos por funcionárias de bancos nos últimos sete meses. Em dezembro, foram cumpridos mandados contra uma ex-gerente do Santander que utilizou dados de empresários, proprietários de um tradicional estabelecimento comercial da cidade, para emitir dois cartões sem autorização das vítimas. Com eles, realizou centenas de operações financeiras diárias de baixo valor, que ocasionaram um prejuízo estimado em R$ 308 mil.
As investigações apontaram que a então gerente alterou números de telefone e endereços de e-mail das vítimas no sistema bancário, impedindo o recebimento de alertas sobre movimentações suspeitas iniciadas em julho de 2025. A fraude envolveu saques diários de até R$ 1 mil, realizados de forma consecutiva, sem o conhecimento dos titulares das contas.
Em maio, outra operação da Polícia Civil confirmou fraude na Sicoob Credimota de Palmital. Uma funcionária teria conquistado a confiança de um casal de idosos e, com os dados das vítimas, realizado operações que somaram R$ 511 mil desde o final de 2023. A investigação apurou que a acusada fez diversas transferências em benefício próprio e para a conta do marido. Após a repercussão do caso, a instituição afirmou ter colaborado com a apuração criminal e restituído prontamente os valores subtraídos.


