Água para todos

“…emergência climática e hídrica que ameaça as florestas, a mineração, a agricultura e a pecuária…”

A recorrente falta de água potável nos sistemas de distribuição de grande número de municípios brasileiros é, certamente, o grande desafio do presente e, muito provavelmente, o maior de um futuro muito próximo, uma vez que as medidas corretas e duradouras quase nunca são adotadas. A cada crise hídrica, cada vez mais comum, o que se faz é tentar ampliar os sistemas já existentes e que já estão em exaustão, sem buscar soluções de longo prazo, que consistem em não apenas consumir, mas também economizar e, principalmente, produzir água de boa qualidade.

A crise hídrica não se restringe às pequenas, medias e grandes cidades, uma vez que as regiões rurais próximas aos centros urbanos e as mais remotas também sofrem as consequências da falta de cuidado com os recursos naturais que protegem rios e nascentes, cada vez mais poluídos e assoreados.  A recente seca na bacia amazônica, que fez quase desaparecer os maiores rios do mundo, é prova inequívoca de que vivemos um período de emergência climática e hídrica que ameaça as florestas, a mineração, a agricultura e a pecuária, e que afeta a produção de alimentos e também a qualidade de vida das populações.

Para as regiões rurais, existe um programa governamental da ANA – Agência Nacional de Águas -, denominado “Produtor de Água”, que incentiva o investimento em medidas de preservação e produção de água pelo conceito PSA – Pagamento por Serviços Ambientais –que estimula e remunera os participantes e oferece apoio técnico e financeiro para implementação de práticas conservacionistas. Nos centros urbanos, o conceito “Cidade-Esponja” utiliza soluções baseadas na natureza para reter, absorver, limpar e reutilizar a água da chuva e, assim, evitar inundações e alagamentos e garantir o abastecimento.

Ambos os programas são viabilizados pela implementação de infraestrutura verde que, no campo incluem matas ciliares, limpeza de nascentes e facilitação de infiltração de águas pluviais, enquanto nas cidades deve-se adotar telhados verdes, pavimentos permeáveis, jardins de chuva e parques, que aumentam a capacidade de infiltração da água no solo. Apenas com a recuperação da capacidade de reter e produzir água será possível vencer o desafio do abastecimento, sob pena de investimentos elevados em soluções paliativas e de curto prazo que apenas sugam os estoques existentes, sem produzir mais água que é um recurso essencial para todos.

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Cláudio Pissolito

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