“…a corrupção, os desmandos, a injustiça e a desigualdade continuam crescendo…”
“A democracia é o pior dos regimes políticos, mas não há nenhum sistema melhor que ela” é a frase atribuída a Winston Churchill, um sábio militar, estadista e escritor britânico que serviu como primeiro-ministro do Reino Unido, de 1940 a 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, e depois de 1951 a 1955, e que revela enorme sabedoria.
Afinal, os grandes avanços materiais, sociais e civilizatórios no mundo foram conquistados em períodos democráticos, enquanto o totalitarismo, de direita ou de esquerda, quase sempre deixou marcas de guerras, sofrimento, pobreza e acumulação de riquezas.
Exemplo emblemático de país com muitos recursos humanos e materiais e pouco desenvolvimento econômico e social é justamente o Brasil, que na maior parte do tempo foi regido por sistemas de governos centralizadores, totalitaristas ou ditatoriais.
Desde a Colônia, com dependência do Reinado Português, passando pelo período Monárquico de Pedro I e Pedro II, pelas fases da República Velha, depois a Era Vargas, terminado com o curto período democrático, de 1945 a 1964, mas seguido da Ditadura Militar, que só terminou em 1985, quando então se iniciou a Nova República, com a redemocratização que estamos vivenciando, quase nada mudou.
Nos mais de 500 anos de existência, o Brasil registra insignificantes 59 anos de democracia plena, com eleições diretas e alternância no poder, provando que os sistemas totalitários são os principais responsáveis pelas carências do povo e pelos desmandos de quase todos os governos.
Entretanto, os últimos 40 anos seguidos de sistema democrático não são suficientes para reverter o quadro de deterioração institucional mantido e, agora, aprofundado pelas lideranças políticas incapazes de exercer mandatos verdadeiramente democráticos e de absoluta probidade.
A alternância e a polarização entre defensores e praticantes de políticas de direita e de esquerda não garante a melhoria do quadro econômico e social do país, uma vez que a corrupção, os desmandos, a injustiça e a desigualdade continuam crescendo e correndo a confiança do povo em suas lideranças.
Não obstante à minoria que professa convicções de seitas radicais, a grande parcela isenta da população e dos políticos não têm autoridade moral ou competência para modificar os rumos, uma vez que quase todos estão contaminados pela democracia apodrecida pela corrupção, doença comum a todos os sistemas de governo.
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