Durante ação da Polícia Militar Ambiental realizada no domingo (25/01), às margens do rio Paranapanema, foram flagradas infrações ambientais que resultaram em multa de R$ 7,6 mil a um pescador profissional residente no bairro Água do Cascalho. Ele foi autuado por armazenamento irregular de peixes nativos e posse de peles de animais silvestres. O trabalho integrou as Operações “Impacto e Piracema 2025/2026”, que têm como objetivo combater a pesca predatória e proteger espécies ameaçadas.

Na fiscalização, os policiais localizaram em um freezer da propriedade 6,425 quilos de peixes nativos congelados, entre eles piranhas (Pygocentrus nattereri), lambaris (Astyanax spp) e traíras (Hoplias spp). O pescador não apresentou a declaração de estoque exigida pela Instrução Normativa nº 25/2009 do IBAMA. Diante da irregularidade, foi lavrado auto de infração ambiental com multa de R$ 1.128,50. Os peixes foram apreendidos e, por não apresentarem condições de consumo humano, acabaram descartados.
Na sequência da vistoria, os agentes encontraram peles de quatro animais silvestres: uma de jaguatirica (Leopardus pardalis), uma de teiú (Tupinambis spp) e duas de cascavel (Crotalus durissus). Questionado, o envolvido alegou que os animais teriam sido encontrados mortos às margens de rodovias e que recebeu as peles de um amigo. A justificativa, no entanto, não afastou a infração ambiental.
Foi lavrado novo auto de infração com multa de R$ 6.500,00, totalizando R$ 7.628,50 em penalidades. As peles foram apreendidas e encaminhadas à Base Operacional da Polícia Ambiental em Assis, onde permanecerão até a destinação final. A Polícia Militar Ambiental destacou que a jaguatirica é uma espécie ameaçada de extinção e reforçou que a posse de partes de animais silvestres sem autorização configura crime ambiental previsto em lei.













