MADRUGADA DE TERROR: Homem mantém esposa como refém, incendeia casa e morre durante ação da PM em São Pedro do Turvo

A madrugada desta quarta-feira (28/01) foi marcada por momentos de extrema tensão e violência em São Pedro do Turvo, uma cidade de pequeno porte. Um homem de 57 anos, identificado como Flávio Teixeira dos Santos, morreu após intervenção da Polícia Militar durante uma ocorrência de violência doméstica, sequestro e cárcere privado e tentativa  de feminicídio.

De acordo com informações divulgadas oficialmente, a ocorrência foi registrada por volta das 2h, quando o Copom de Ourinhos acionou a equipe plantonista para atendimento de uma morte decorrente de intervenção policial na Rua Fernando César, nº 747. A perícia técnica foi imediatamente acionada, antes mesmo da chegada da Polícia Civil ao local.

A Equipe Plantonista da Polícia Civil, composta pela delegada plantonista Heloisa Lovatto Nascimento de Melo e pelo investigador de polícia Claudio, compareceu à residência para análise preliminar dos fatos. O delegado seccional também foi informado sobre a ocorrência.

Segundo relato informal dos policiais militares, a primeira guarnição foi acionada inicialmente para atender uma denúncia de violência doméstica. Ao chegar ao local, os policiais se depararam com uma situação considerada atípica para a pacata cidade: Flávio estaria mantendo sua esposa em cárcere privado, ameaçando matá-la.

Diante da gravidade do cenário, foi solicitado apoio. A equipe de reforço constatou que a residência estava totalmente trancada e barricada, com focos de incêndio em seu interior. Conforme apurado, o homem já havia ateado fogo em objetos da casa e também na própria esposa, além de estar armado com uma faca.

No local, os policiais visualizaram ainda garrafas contendo gasolina e um isqueiro. Todas as tentativas de acesso ao imóvel foram frustradas, uma vez que portas e janelas estavam fechadas, impossibilitando uma entrada segura.

Os policiais iniciaram então intensas tentativas de negociação, que se estenderam por vários minutos, mas sem sucesso. A casa já estava tomada por densa fumaça, proveniente de um incêndio iniciado em um dos quartos.

Durante a ação, os policiais constataram que a esposa do autor, Marelise S. E. de 53 anos, apresentava graves queimaduras, provocadas pelo próprio marido. No decorrer das negociações, Flávio passou a manipular o registro de gás da residência, elevando significativamente o risco de explosão, colocando em perigo iminente a vida da vítima, das demais pessoas no imóvel e das equipes policiais.

Além do autor, estavam na residência Edith S. do N. e Luziene da R. a M.. Diante do risco extremo, a Polícia Militar considerou inviável o uso de arma de incapacitação neuromuscular (Taser), justamente pela possibilidade de explosão causada pelo gás aberto.

Mesmo após repetidas ordens para que se rendesse, Flávio permaneceu irredutível, continuando a ameaçar matar a esposa e incendiar completamente o imóvel. Para evitar um desfecho ainda mais trágico — considerando que Marelise ainda estava com vida, apesar das lesões graves —, os policiais efetuaram disparos de arma de fogo.

Conforme apuração inicial, o autor foi atingido por dois disparos no tórax do lado direito, dois na lateral direita e um disparo na região da nádega, de forma transfixante. Flávio Teixeira dos Santos morreu no local.

Durante os trabalhos periciais, foram localizadas três câmeras de monitoramento na residência. Os cartões de memória foram arrecadados e apreendidos para análise, uma vez que aparentemente os equipamentos para exames periciais, incluindo o teste de recenticidade de disparos.

Para acompanhamento da perícia técnica e da apuração da conduta funcional dos policiais envolvidos, estiveram presentes o Capitão PM Queiroz e o 1º Tenente Valêncio. Os policiais militares não sofreram ferimentos durante a ocorrência e optaram por prestar depoimento apenas após a constituição de defesa técnica.

As vítimas foram socorridas. Marelise foi intubada e encaminhada à Santa Casa de Misericórdia, enquanto Edith e Luziene, que inalaram grande quantidade de fumaça, permanecem em observação na UPA. Devido ao estado clínico, ainda não foi possível realizar a oitiva das vítimas.

A Funerária Unividas ficou responsável pela remoção do corpo de Flávio Teixeira dos Santos. Foi expedida requisição ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização do exame necroscópico. O Ministério Público, por meio do promotor responsável pelo Controle Externo da Atividade Policial, também foi oficialmente comunicado sobre os fatos.

Fonte: Passando a Régua

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Cláudio Pissolito

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