A nutricionista Patrícia Thainá de Oliveira (26) foi internada após tratar por conta própria uma infecção urinária no fim de 2025. Os primeiros sintomas foram leves, com ardência ao urinar, o que a levou a acreditar que seria algo passageiro. Após uma experiência negativa em pronto atendimento, ela buscou orientação em uma farmácia e passou a usar um analgésico para aliviar o desconforto, além de fazer ajustes na dieta.
“Toda vez que eu tomava um líquido ácido, como suco de laranja ou de limão, a ardência piorava”, contou. Com o uso do medicamento, a dor desapareceu após alguns dias, mas a infecção continuou evoluindo sem sintomas evidentes. Semanas depois, Patrícia passou a urinar com mais frequência e, quase um mês após o início do quadro, sentiu uma dor intensa na lombar.
“Fui convivendo com aquela dor o dia inteiro, mas à noite ficou insuportável. Parecia que eu estava tomando uma facada na lombar”, prosseguiu. Ao procurar atendimento no hospital onde trabalha, exames confirmaram a infecção urinária avançada.
Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), o uso de analgésicos pode mascarar o problema. Os remédios aliviam os problemas do aparelho urinário, mas não eliminam a bactéria que gerou a doença. Durante o tratamento, Patrícia foi alertada sobre o risco que correu. “O médico falou: ‘Você é profissional da saúde, você sabe os riscos’. Ele disse que, por muito pouco, eu não entrei em sepse”.
Fonte: Diário do Centro do Mundo.













