“…poluição e degradação ambiental já afetam cerca de 40% dos rios e a metade dos lagos do mundo…”
O déficit mundial das águas atingiu o chamado nível crítico que, segundo a ONU, trata-se da “falência global” ou a “era da falência hídrica”, indicadas em relatórios deste ano que provam que o consumo de água potável já ultrapassa as entradas renováveis e os limites do uso seguro.
Estudos especializados mostram que, atualmente, três quartos da população do Planeta vive em países com insegurança hídrica, que somam cerca de 4 bilhões de pessoas sob efeito da escassez severa de água potável por pelo menos um mês ao ano, em retrato fiel do que já se percebe na maioria das cidades da região.
A causas da grande crise começa na chamada gestão insustentável, passa pelo uso excessivo, principalmente na agricultura, que utiliza 70% da água doce disponível, o que leva ao absurdo índice de 70% dos principais aquíferos do mundo perder seus estoques mais rápido do que a capacidade de reposição natural.
O aquecimento global, causado pelas mudanças climáticas, já eliminou cerca de 30% das geleiras que servem como reservas naturais de água para a manutenção de inúmeros rios que são também afetados pelas secas cada vez mais severas e frequentes.
Fenômenos continuados e agora acelerados de poluição e degradação ambiental já afetam cerca de 40% dos rios e a metade dos lagos do mundo, o que ajuda a reduzir a disponibilidade de água potável para consumo humano, enquanto a urbanização rápida e descontrolada causa o aumento exponencial da demanda e da poluição.
A falta de planejamento urbano e de exploração rural sustentável, a invasão de áreas de mananciais, a erradicação da vegetação natural e o descarte de poluentes de maneira irregular e até mesmo inconsequente se somam ao negacionismo daqueles, incluindo autoridades, que não acreditam nos efeitos nefastos da poluição.
Em pequenas cidades, como Palmital, Ibirarema, Campos Novos Paulista e Platina, por exemplo, são necessárias medidas práticas e emergenciais para enfrentamento da crise que chega para ficar, sem qualquer solução mágica, mas com meios relativamente simples de reverter a situação que tende a se agravar.
Entre as muitas medidas possíveis estão o controle do consumo por meio da precificação por cotas, a cobrança de todos os consumidores, o reflorestamento das cidades, das nascentes e das margens de rios e a criação de áreas de infiltração de águas pluviais para abastecer o subsolo e evitar a falência definitiva das águas.
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