O açougueiro Aparecido Antônio Ziglio, o Nico do Açougue, de 65 anos, que administrava a tradicional Casa de Carnes Ibirarema, faleceu nesta quinta-feira (19/02), aos 65 anos.
O estabelecimento, que sempre funcionou às margens da rodovia Raposo Tavares, na entrada principal de Ibirarema, foi o precursor da fama da tradicional Linguiça de Ibirarema, que hoje é produto de referência do município.
Segundo consta nos registros oficiais, a Casa de Carnes Ibirarema iniciou atividades nos anos de 1950. Inicialmente, foi administrado pelo açougueiro Avelino Ziglio, pai de Nico, até o início dos anos de 1980, quando faleceu e foi sucedido pelo filho.
O pequeno açougue, mantido no padrão original, ficou famoso pela produção de linguiça caseira, inicialmente pelo Avelino, e depois pelo filho, que manteve a receita de sucesso.
Estrategicamente localizado às margens da rodovia Raposo Tavares, então de pista única, o açougue atendia muitos viajantes que passavam pelo trecho, incluindo famílias da região que residiam em grandes centros e caminhoneiros que faziam parada quase obrigatória.
Nos feriados prolongados, como neste último carnaval, justamente quando Nico faleceu, formavam-se filas de veículos de clientes fiéis que levavam em grande quantidade dos principais produtos do açougue, famosos pela qualidade e bom preço.
Além da linguiça caseira, também a carne processada no próprio açougue, com cortes feitos a pedido dos clientes, como o famoso “bistecão”, cortado na hora em serra elétrica, era muito requisitada.
Com a duplicação da rodovia, concluída entre 2009 e 2010, o açougue ficou um pouco mais longe da pista, na mesma entrada da cidade, e continuou atendendo a clientela de Ibirarema, da região e de viajantes, no mesmo sistema tradicional iniciado pelo pai Avelino e mantido por Nico. O velório de Nico do Açougue, que deixa a esposa e um filho, está sendo realizado no Velório Municipal de Ibirarema e o sepultamento está previsto para esta sexta-feira (20/02) às 14 horas, no Cemitério Municipal.












