Pobres sustentam bilionários

“…falcatruas transformadas em mansões, aeronaves e contas no exterior.”

O capitalismo financeiro tem como regra o enriquecimento pelo trabalho e pela produção, que garantem a acumulação de bens patrimoniais e fortunas de capitais para poucos, uma vez que o sistema perverso faz com que a maioria seja apenas operadora dos meios de produção, com remuneração infinitamente menor do valor que produz.

São muitos os exemplos que provam a transferência permanente de recursos de baixo para cima da pirâmide social, como é o caso dos operários que trocam tempo, força, saúde e lazer por baixos salários, para enriquecimento das corporações que retribuem com mais empregos.

O sistema bancário é, provavelmente, o mais maléfico para a economia popular ao privilegiar os correntistas de mais recursos e explorar com juros altos e muitas taxas os de baixa renda, principalmente assalariados que, invariavelmente, deixam até 10% de suas rendas nas instituições.

O caso do rombo financeiro do Banco Master, um nanico em comparação às demais instituições, é exemplo claro de transferência de recursos de pobres para ricos, pois o seguro bancário, conhecido como FGC – Fundo Garantidor de Crédito -, é bancado pelas tarifas cobradas dos clientes por toda a rede bancária nacional.

Os clientes do Banco Master que mantinham até R$ 250 mil em suas contas ou em aplicações estão recebendo os recursos integralmente graças ao FGC, que já desembolsou cerca de R$ 40 bilhões para cobrir as falcatruas transformadas em mansões, aeronaves e contas no exterior.

Todo recurso necessário está saindo da soma das pequenas taxas cobradas de cada correntista de cada banco, muitas delas agressivas e outras ilegais, pois dificilmente os clientes conseguem monitorar a movimentação financeira informada pelos aplicativos digitais de suas contas.

Outra má notícia é que o Conselho de Administração do FGC aprovou um plano agressivo de recapitalização, de R$ 55 bilhões, para cobrir o colapso do conglomerado Master, que inclui outros bancos menores, indicando que haverá mais sangria nas demais instituições e, consequentemente, mais pressão sobre os correntistas, principalmente os pequenos que, no final, irão pagar a conta.

Considerando que o presidente do banco Master tem no bolso as principais lideranças da República Brasileira, não é difícil acreditar que poderá haver um grande acordo para sepultar mais este escândalo e, assim, manter os pobres sustentando os bilionários.

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Cláudio Pissolito

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