Comerciante que espancou pedreiro após furtar cachaça é preso em Assis; mãe pede Justiça

A Polícia Civil, por meio das delegacias especializadas DISE/DIG, prendeu na tarde de quarta-feira (25/02) o comerciante de 51 anos acusado de homicídio ocorrido na noite de terça-feira (24/02), em Assis. O óbito teria ocorrido depois de violento espancamento contra o pedreiro Samuel Silva, conhecido como Alemão, de 39 anos, que teria furtado uma garrafa de cachaça do mercado do autor, localizado na Rua Grisanto Barchi, no Parque Colinas.

De acordo com vídeos divulgados em redes sociais, uma câmera de segurança registrou o momento em que Alemão retirou a garrafa de cachaça, avaliada em R$ 4,50, da prateleira, levantou a camisa e escondeu o produto na axila esquerda. Outro registro mostra o pedreiro deitado em um terreno com mato e água, sendo agredido pelo comerciante. A vítima, com o rosto ensanguentado, foi obrigada a pedir desculpas aos funcionários do mercado. Após um golpe, caiu desacordada.

Adriana Silva, esposa de Alemão, relatou à imprensa durante o velório que voltava do trabalho por volta das 17h40 quando foi abordada pelo comerciante após descer do ônibus. “Ele mostrou o vídeo e ainda deu risada”, disse. “Ele falou pra mim: ‘Olha o que eu fiz com seu marido’”, completou, afirmando ter questionado o autor pelo ato “por causa de uma mixaria de dinheiro”.

Com a ajuda de um vizinho, Adriana localizou o marido caído em uma área de mato próxima a um posto de saúde do Parque Colinas. Ela contou que encontrou Alemão agonizando e pedindo ajuda. Durante o atendimento do Samu, o pedreiro sofreu paradas cardíacas e foi encaminhado ao Hospital Regional de Assis, mas não resistiu. “Ele bebia, mas não mexia com ninguém. Era quieto, calmo. Todo mundo gostava dele. Isso não se faz com um ser humano”, lamentou.

INVESTIGAÇÃO – As investigações da Polícia Civil começaram logo após o registro da ocorrência, possibilitando a identificação do autor. Diante das provas levantadas, houve representação pela decretação da prisão temporária, deferida pelo Poder Judiciário. O mandado foi cumprido por equipe da DISE/DIG na tarde de quarta-feira depois que o acusado se apresentou no plantão da CPJ de Assis.

Segundo a Polícia Civil, as apurações prosseguem para esclarecer se o crime será enquadrado como homicídio qualificado por motivo fútil ou como lesão corporal seguida de morte culposa, cumulada com exercício arbitrário das próprias razões. O autor permanecerá preso temporariamente por 30 dias.

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“EU QUERO JUSTIÇA”, PEDE MÃE

Em entrevista à imprensa, Maria Lúcia Silva, mãe de Alemão, afirmou que sepultar o filho foi o momento mais difícil de sua vida e pediu Justiça. “É uma coisa que eu vou levar pra toda a vida. Eu quero justiça. Justiça e que ele fique preso. Eu sou mãe. Eu prefiro meu filho me enterrar do que eu enterrar um filho”, disse emocionada.

Maria Lúcia, que enfrenta problemas de saúde, declarou não aceitar a forma como o filho morreu. “Massacrou meu filho. Ele não tinha maldade com ninguém. Uma pessoa dessa não pode ficar solta. É perigo pra todo mundo”, ressaltou. O pedreiro foi velado no Velório da Vila Prudenciana e sepultado no final da tarde de quarta-feira, no Cemitério Municipal de Assis.

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Cláudio Pissolito

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