Uma mulher de 37 anos foi vítima de agressões praticadas pelo ex-companheiro, também de 37 anos, no dia 14 de fevereiro, em Ipaussu. O homem chegou a ser preso em flagrante, mas foi solto após audiência de custódia. O caso segue sob investigação e a vítima está amparada por medida protetiva.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima foi encontrada pela Polícia Militar com lesões visíveis no olho, testa e cotovelo. Ela foi socorrida à Santa Casa de Ipaussu e, posteriormente, encaminhada à delegacia. Exames de corpo de delito confirmaram as agressões. Em relato complementar, a mulher afirmou que, no dia dos fatos, o casal participou de um churrasco em uma área de lazer na cidade de Chavantes.
Segundo a mulher, o companheiro, identificado pelas iniciais C.E.M., ingeriu bebida alcoólica em excesso e passou a apresentar crises de ciúmes. Para evitar conflitos, a mulher disse ter permanecido na casa de uma vizinha até o momento de retornar para casa.
Já na residência, enquanto lavava a louça para preparar o jantar, teria sido novamente ofendida pelo companheiro, que a insultava em razão de seu quadro de depressão e epilepsia. Conforme o depoimento, o homem teria afirmado que ela “não prestava para esse mundo” e que “deveria morrer”.
Em seguida, ele teria iniciado uma chamada de vídeo para a mãe da vítima, M.A.M., apoiado o celular no balcão e passado a agredi-la fisicamente. A vítima relata que foi atacada por cerca de meia hora com chutes e socos, sendo segurada pelo pescoço e atingida principalmente na região da cabeça.
A mãe, que acompanhava a situação por vídeo, saiu de Ourinhos em direção a Ipaussu. Segundo E.C.M.F., quando chegou ao local, a Polícia Militar já estava presente. O laudo do Instituto Médico Legal apontou dois cortes profundos na cabeça, que necessitaram de pontos, além de outros 17 ferimentos superficiais na mesma região.
A vítima afirmou ainda que vivia em união estável com o agressor e dependia financeiramente dele, pois está em processo para obtenção de auxílio-doença, situação que, segundo ela, era utilizada pelo companheiro como forma de humilhação. Ainda conforme o relato, o investigado trabalha como motorista em uma transportadora da cidade e já teria histórico de envolvimento em brigas quando sob efeito de álcool, embora, segundo a vítima, não houvesse registros anteriores de violência doméstica.
A autoridade policial indiciou C.E.M. pelo crime de lesão corporal praticada contra a mulher em contexto de violência doméstica. Também foi solicitada a concessão de medidas protetivas de urgência, que já foram deferidas. Atualmente, a vítima afirma estar escondida por receio de novas agressões.
Fonte: Passando a Régua













