Seleção de corruptos

“…seleção de pessoas inabilitadas, de passado nebuloso e que respondem a processos…”

Com o andamento do calendário eleitoral para o pleito de 2026, que vai escolher de deputado estadual a presidente da república, os partidos políticos já definiram seus quadros após a conclusão da janela de transferência e começam a apresentar seus pré-candidatos aos principais cargos estaduais e federais.

A cada nome divulgado surgem manifestações de apoio ou de repulsa daqueles que participam do cotidiano da política nacional, como correligionários, lideranças empresariais e de entidades, jornalistas e analistas, mas sem sequer chamar a atenção da grande maioria daqueles que irão às urnas como definidores das eleições.

Em qualquer observação mais apurada dos nomes cogitados, o que se constata é que, como sempre, forma-se uma seleção de pessoas inabilitadas, de passado nebuloso e que respondem a processos e denúncias que revelam a baixa qualidade dos “produtos” oferecidos.

Não obstante à essa verdade incômoda, grande parte dos eleitores, representando cerca de 60% do total, não está preocupada com a competência ou a idoneidade dos futuros candidatos, mas apenas com o “lado” que representam, se de direita ou de esquerda, ou mais especificamente, se lulistas ou bolsonaristas.

Os 30% de eleitores de cada lado propensos a votar em nomes que se apresentam como alinhados a determinada ideologia não irão decidir os pleitos, mas serão os agentes de replicação de ideias, das promessas mirabolantes e também das detratações e das muitas mentiras comuns às campanhas políticas.

Os 40% que de fato decidem as eleições se tornam reféns das informações que recebem, dos embustes propagados, das vantagens que vislumbram e das muitas promessas dos candidatos que conseguem convencer os mais inocentes de suas sempre muito duvidosas capacidades e intenções.

Em tempo de desmoralização dos meios de comunicação, da substituição de jornalistas profissionais pelos influenciadores digitais, muitos deles desqualificados ou comprados, os veículos tradicionais perdem espaço para as plataformas dominadas pelos algoritmos e pelo impulsionamento financeiro.

Não por acaso, os partidos políticos não se preocupam com os currículos que podem desmoralizar seus escolhidos para concorrer aos cargos, pois sabem que o povo está dominado pelo sistema perverso que inverte valores e convence o eleitor a fazer sua escolha no cardápio formado por uma seleção de incompetentes, corruptos e até bandidos.

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Cláudio Pissolito

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