“…Tiradentes e Duque de Caxias, são questionados com recorrência quanto a seus méritos e já estão quase esquecidos…”
Tema recorrente nas mais diversas camadas sociais e econômicas da população, a eterna percepção sobre a “falta de heróis” no Brasil suscita as enorme diversidade de opiniões, tanto pela falta de reconhecimento de figuras históricas, quanto pela ausência de exemplos atuais ou na falta de valorização dos chamados heróis anônimos, pessoas comuns que militam em setores da saúde, educação e ciência.
Os poucos nomes reverenciados como heróis nacionais, como Tiradentes e Duque de Caxias, são questionados com recorrência quanto a seus méritos e já estão quase esquecidos em suas datas e muito mais ainda pelos seus feitos e exemplos.
Para muitos historiadores e estudiosos, o proclamador da Independência do Brasil, D. Pedro I, não passa do filho do rei de Portugal aconselhado pelo pai a romper com a Coroa e manter a colônia sob jugo, enquanto o proclamador da República, o Marechal Deodoro da Fonseca, não passa de um militar golpista que destituiu o rei D. Pedro II para adiar a abolição da escravatura.
Os dois exemplos maiores, de figuras centrais da história nacional, bastam para provar as contradições da historiografia oficial muito mal escrita e mal explicada e sempre contestada.
Diante da ausência de brasileiros de fato merecedores legítimos de homenagens pelos méritos de bravura, coragem e patriotismo, restam os desportistas vencedores, como Pelé e Airton Senna, como protagonistas dos sonhos de heroísmo dos brasileiros órfãos de figuras de fato corajosas e altruístas o suficiente para ostentar o título de heróis nacionais.
Os juízes Sérgio Moro e Alexandre de Moraes são exemplos recentes de heróis de barro, que apenas utilizam os poderes concedidos pelas instituições que representam sem ostentar qualquer lastro ético e moral como atributos mínimos dos heróis.
Exemplos de heróis nacionais são, certamente, os trabalhadores que madrugam em meios de transporte inseguros e de péssima qualidade e tocam suas vidas com determinação e honestidade transmitidas aos filhos, ou os trabalhadores rurais que enfrentam diariamente o calor do sol para colher cana com facões ou capinar roças de seus patrões.
Afinal, as grandes virtudes humanas, que de fato merecem reconhecimento e homenagens, residem no campo da ética, da moral, nos valores humanos e no sentido de cidadania e de coletividade não encontrados nos heróis de barro que estampam capas de jornais ou cédulas de dinheiro.
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