Por meio de nota emitida na manhã desta quinta-feira, a Polícia Civil informou que o atendado a praticado contra um morador de Ibirarema teria motivação passional. A tentativa de homicídio ocorreu na manhã de quarta-feira (29/07), quando uma bomba de fabricação caseira explodiu no momento em que a vítima de 37 anos abria o portão de sua residência, localizada na Rua Osório Alves da Silva, nas proximidades da sede do Departamento Municipal de Assistência Social.
O atentado aconteceu por volta das 6h45, quando houve a detonação da bomba, fabricada com circuito eletrônico e elementos metálicos. Os fragmentos foram projetados e causaram lesões na mãos, braço e no abdômen do morador, além de provocar danos materiais, como o afundamento da tranca do portão e buracos na folha direita da garagem da casa. A vítima foi socorrida no Pronto-Socorro Municipal e, em seguida, encaminhada à UPA de Ourinhos, onde recebeu cuidados médicos e foi liberada.
Segundo informações da PM, após análise de imagens de câmeras de segurança nas proximidades do local do crime, os policiais identificaram um homem, de 30 anos, como o suspeito. Na sequência, houve a confirmação de que ele teria ido até a residência da vítima durante a madrugada e instalado o explosivo no portão. O próprio acusado, que foi preso em sua casa nas proximidades da cena do crime, que autorizou acesso às gravações de seu imóvel, mostrando a ação antes do atentado.
Durante conversa informal com os policiais, o homem confessou ter fabricado o artefato com produtos químicos adquiridos pela internet e, após ficar observando à distância, acionado remotamente a detonação quando a vítima se aproximava do portão. O autor ainda indicou aos policiais os locais onde havia descartado a camiseta usada na ação e ocultado recipientes com substâncias explosivas. Conforme divulgado pela Polícia Civil, o crime foi motivado por relacionamento anterior da vítima com a sua atual companheira.
O crime, classificado como tentativa de homicídio qualificado pelo uso de artefato explosivo, foi registrado na CPJ de Assis. A perícia técnico-científica foi acionada para análise dos materiais apreendidos, enquanto o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) ficou responsável pela neutralização do conteúdo encontrado. O homem foi mantido sob a custódia da Justiça da Comarca e encaminhado a um estabelecimento prisional da região.












