Álcool e direção

“…grande parte dos acidentes com motoristas alcoolizados não é comprovada…”

Segundo dados de IA – Inteligência Artificial -, capturados em sistema de busca junto a órgãos oficiais, o Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024, cujo número foi divulgado pelo Ministério da Saúde e analisado pelo ONSV – Observatório Nacional de Segurança Viária -, e que representou aumento de 6,5% em comparação ao ano anterior.

Entre as vítimas, em primeiro lugar aparecem os motociclistas, com 15.459 óbitos ou 41,6% do total, seguidos dos ocupantes de automóveis, com 7.853, e de pedestres, com 5.682 mortos, indicando maior incidência em veículos de duas e quatro rodas.

Quanto ao perfil dos mortos no trânsito, os homens lideram com enorme folga, representando 82% das vítimas e maior concentração na faixa etária de 20 a 24 anos, provando que os jovens estão mais propensos a sofrer acidentes fatais.

Entre as mais de 37 mil mortes, 13.075 foram diretamente associadas ao consumo de álcool no mesmo ano de 2024, também com aumento de 6,2% em relação ao ano anterior e com 86% dos óbitos decorrentes desta perigosa combinação apenas entre homens, segundo dados do CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool -.

Considerando que grande parte dos acidentes com motoristas alcoolizados não é comprovada devido a fraudes praticadas pelos envolvidos, pela ausência de provas e falta de trabalho pericial e investigativo, se pode deduzir que a ingestão de álcool por motoristas e motociclistas deve ser uma das principais causas de acidentes fatais.

Não obstante às campanhas de conscientização e à fiscalização cada vez mais abrangente por parte das autoridades responsáveis pelo trânsito, a falta de consciência dos motoristas prevalece como motivo de acidentes, principalmente em saídas de bares, clubes e nos feriados e finais de semana.

Além do comprovado efeito do álcool sobre motoristas e motociclistas, a mudança de comportamento também se deve a fatores emocionais, estresse e problemas de saúde, que afetam diretamente a segurança no trânsito e a forma como o motorista toma decisões.

A distração, o uso de celular, as reações agressivas, os buzinaços, o excesso de velocidade e os xingamentos por motivos fúteis, muitas vezes causados pela embriaguez ao volante, que confere mais poder e coragem ao motorista, só podem ser evitados pelo respeito às leis e ao alheio, pela civilidade, pelo amor próprio e, principalmente, pela punição exemplar aos infratores.

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Cláudio Pissolito

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