Festa de PMs durante pandemia acaba com soldado morto a tiros por sargento

Policial Militar de 26 anos chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Um policial militar de 26 anos foi morto a tiros por um sargento da PM, em Araras (SP), durante uma festa em meio à pandemia do novo coronavírus na noite de segunda-feira (25). Paulo Henrique Varuzza Lais morava em Rio Claro (SP), mas atualmente trabalhava no Batalhão de Piracicaba.

O sargento, que não teve a identidade divulgada, foi preso e levado para o Presídio Militar Romão Gomes.

Segundo informações do Boletim de Ocorrência, os policiais participavam de uma confraternização no bairro Olivia Park, em Araras, para comemorar os 5 anos de formatura de alguns PMs. Nenhum deles estava em horário de serviço.

Mas, em determinado momento, houve um desentendimento no local e a vítima teria se exaltado, sacando uma arma. De acordo com o B.O., o sargento da PM interviu e começou a efetuar disparos para se defender. Pelo menos, três deles, atingiram o soldado.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, foi o próprio sargento que acionou a Polícia Militar, relatando os fatos e pedindo apoio. Equipes do Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estiveram no local, mas a vítima já estava sem vida.

Imagens mostram sargento atirando em soldado em Araras

Imagens mostram sargento atirando em soldado em Araras

Foi feito exame residuográfico no corpo da vítima e também no autor dos disparos. Varuzza apresentava perfurações de arma de fogo no tórax, braço e abdômen.

O sepultamento de Varuzza será às 17h, desta terça-feira (26), no cemitério São João, em Rio Claro.

Investigação

Soldado da PM foi morto a tiros por sargento após discussão em festa, em Araras — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Soldado da PM foi morto a tiros por sargento após discussão em festa, em Araras — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O corpo do soldado foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Limeira. Além da necropsia, também foi solicitado um exame toxicológico.

Por se tratar de um crime envolvendo policiais militares, a Corregedoria da Polícia Militar será a responsável pela investigação que corre sob sigilo.

Em nota, a PM lamentou profundamente o fato ocorrido que resultou na morte do soldado da instituição. “Os envolvidos estão sendo ouvidos. Todas as providências judiciárias militares são adotadas pelo Batalhão e seu conteúdo sigiloso, conforme previsão do Código de Processo Penal Militar”, diz o texto.

EPTV, afiliada da Rede Globo, questionou a assessoria da PM sobre os policiais estarem realizando uma festa durante o período de isolamento social, mas não obteve resposta.

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Cláudio Pissolito

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