Aberrações políticas

“…qualquer um dos eleitos nos EUA será mais, ou até menos, do mesmo.”

Quem teve paciência e tempo para assistir o debate entre os candidatos a presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e Joe Biden, se deparou com um espetáculo macabro, de baixo nível e pouca educação, levado ao ar em rede mundial com discussão caótica, agressiva e vergonhosamente reveladora da índole dos dois homens que pretendem governar a maior potência econômica e bélica do Planeta.

Se igualando às discussões de torcidas de futebol nos estádios ou de bêbados em botecos, cada um atacou o outro pela forma mais vil e agressiva.

O espetáculo lastimável, que chamou a atenção de mais de mais de 65 milhões de americanos e de outros milhares no resto do mundo, é indicativo da crise de falta de postura, respeito e elegância que assola a política americana e mundial.

Assim como nosso presidente Bolsonaro conquista adeptos mandando jornalistas que fazem perguntas difíceis calar a boca, os sanguinários irmãos Castro, de Cuba, ainda possuem seguidores fanáticos, a descarada Cristina Kirchner, da Argentina, voltou ao poder, e o corrupto Lula ainda desperta paixões, os partidos Democrata e Republicano dos EUA não tiveram critérios e muito menos pudor ao lançar seus candidatos.

Diante da crise moral e ética pela qual a humanidade enfrenta, sem se preocupar com a desigualdade social que concentra metade da riqueza mundial em 26 bilionários, e muito menos demonstrar interesse na manutenção do que resta de biodiversidade ambiental, mesmo diante de um planeta literalmente em chamas, temos dois candidatos medíocres disputando o poder do mundo.

Como o vaidoso e maldoso Vladimir Putin governa a poderosa Rússia como bem entende, parece que qualquer um dos eleitos nos EUA será mais, ou até menos, do mesmo.

Lembrando que essas figuras nefastas e sem qualquer sentimento de interesse público estão ganhando força e ocupando cada vez mais espaço em muitos países ditos civilizados, não devemos esperar qualquer milagre em nossas pequenas e singelas cidades.

Com a política mundial reduzida a um espetáculo deprimente protagonizado por pessoas despreparadas, lembrando que Biden mandou Trump calar a boca e que Trump citou um filho de Biden como dependente químico, que por sua vez disse que não falaria dos filhos do adversário porque a noite seria insuficiente, não podemos esperar muito brilho ou novidades dos nossos próprios candidatos.

A menos que alguém faça diferente.

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Cláudio Pissolito

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