Mulher processa bar após comentário ofensivo em comanda

Após ser constrangida por um comentário ofensivo em uma comanda recebida em um bar de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, a gerente de loja Patricia Melo, de 42 anos, acionou a Justiça.

Patricia estava reunida com o marido e amigos quando, ao pedir a conta, viu que, entre os itens consumidos, a comanda tinha a referência “moça do peitão”. O caso aconteceu no último dia 10 de janeiro.

De acordo com o advogado de Patricia, Wanderson Mesquita, o processo por danos morais contra o estabelecimento foi aberto na 3ª Vara Cível do Foro Regional da Leopoldina, no Rio, na quinta-feira (21/01).

“A agressão não precisa ser só física para ser considerada uma agressão. Fiquei exposta perante o restaurante inteiro e a situação constrangeu não só a mim, como todo mundo que estava comigo. Resolvi não me calar e não deixar que as coisas fiquem impunes”, disse Patricia.

“Nós [mulheres] somos rotuladas o tempo inteiro. Mas nós não somos obrigadas a aceitar sermos rotuladas assim.”

O caso foi registrado na Delegacia do Consumidor (Decon), no Rio de Janeiro, onde Patricia mora. De acordo com a Decon, “as investigações estão em andamento para esclarecer os fatos”.

O estabelecimento não informou quem foi o responsável pelo comentário na comanda.

“Se, durante as investigações, for apurada e identificada a pessoa, talvez vamos ter que proceder para um crime de injúria, na delegacia comum. Mas isso é a autoridade policial que vai tipificar, enquadrar e relatar todo o acontecido”, afirmou o advogado, Wanderson Mesquita.

Patrícia deve comparecer à delegacia na próxima segunda-feira (25) para prestar depoimento.

PRÁTICA ‘COMUM’

De acordo com Patrícia, ao ser questionado, o gerente do bar pediu desculpas e disse que era prática “comum” identificar os clientes utilizando características físicas.

“Desculpa não vai apagar a vergonha que eu passei”, afirmou Patrícia.

“Fico imaginando o que eles devem escrever sobre outras pessoas que frequentam o local. É um absurdo! Trabalho há quase 20 anos no comércio e nunca tive uma atitude pejorativa como essa em relação ao cliente”, disse.

Fonte: G1

Patricia também utilizou as redes sociais para relatar o constrangimento.

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