“…cumprimento de normas e o exercício responsável do sentido de cidadania deve ser motivo de orgulho, de regozijo…”
A partir da postagem na internet da Foto da Semana no JC na edição do último sábado, que mostrou uma aglomeração de jovens sem máscaras na Praça Henrique Pyles, feita por um comerciante da cidade que, com sua razão fez um desabafo e disse se sentir como um “otário” ao adotar todas as medidas de segurança em seu estabelecimento, uma enorme reação se verificou com manifestações de apoio à iniciativa e de cobrança por mais vigilância aos descumpridores das normas.
O debate virtual ajudou a alertar muita gente que permanece alienada e ainda não se deu conta da gravidade da situação.
Entretanto, ainda que toda reação seja legítima, é bom lembrar que, felizmente, os que cumprem as regras e seus deveres de cidadania diante da sociedade representa a maioria, enquanto os rebeldes, muitos deles sem causa, que preferem desafiar as leis e a ordem, são minoritários, apesar do estrago que causam pelos maus exemplos e a revolta dos demais.
São inúmeros os exemplos da minoria maléfica, pois mal comparando, numa cidade de 22 mil habitantes como Palmital, bastam 10 ladrões assaltantes e arrombadores para aterrorizar e causar sensação de insegurança em toda a comunidade.
Analisando de maneira mais serena, lembramos que o cumprimento de normas e o exercício responsável do sentido de cidadania deve ser motivo de orgulho, de regozijo e sensação de dever cumprido.
Afinal, quando o comerciante ou prestador de serviço adota as medidas de segurança diante da pandemia, está protegendo a si, seus familiares, seus funcionários e todos os clientes, conquistando assim o respeito e a admiração da comunidade que, certamente, em sua maioria, ainda que silenciosa, valoriza aqueles que se preocupam com a saúde e a vida alheia, mesmo que outros estejam agindo em sentido contrário.
O furto, o roubo, as agressões e os assassinatos são crimes previstos com punição severa, mas mesmo assim existem os ladrões, a violência e as mortes.
A malversação do erário e a corrupção são abomináveis tanto jurídica como publicamente, mas muitos corrompem e são corrompidos.
Portanto, diante da eterna dicotomia entre o certo e o errado, o legal e o ilegal, o que sempre prevalece são as virtudes, os méritos, a honra, a honestidade e a retidão.
Os que desafiam as leis, não cumprem as normas e sequer sabem se comportar diante de uma pandemia que ameaça sua própria família é que podem ser taxados como otários.












