Após mais de nove horas de júri popular no fórum de Botucatu (SP), Davi Tobias de Oliveira foi condenado por homicídio qualificado, por uso de meio cruel, motivo torpe e feminicídio praticado na presença de filho da vítima. Crime contra Aline Aparecida da Silva. que tinha 28 anos, aconteceu em setembro de 2019.
O homem acusado de matar a mulher estrangulada com um “enforca-gato” em setembro de 2019, em Botucatu (SP), foi condenado no fim da tarde desta quinta-feira (24) a 20 anos e 10 meses de reclusão. A sentença foi proferida após mais de nove horas de julgamento realizado no Fórum da cidade em sessão de Tribunal do Júri.
Segundo a sentença, Davi Tobias de Oliveira, de 33 anos, foi condenado por homicídio qualificado. Entre as qualificadoras estão a adoção de meio cruel, uso de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima, e por feminicídio, também qualificado por ter sido cometido na presença de filho da vítima.

Segundo a denúncia, o condenado usou uma abraçadeira de plástico, popularmente conhecida como enforca-gato, para estrangular Aline Aparecida da Silva, que tinha 28 anos.
O julgamento começou às 9h e só puderam acompanhar a sessão as partes do processo e testemunhas. Logo no início, o júri foi sorteado, com quatro mulheres e três homens. Depois, quatro testemunhas da acusação e cinco da defesa foram ouvidas.
O crime aconteceu no dia 7 de setembro de 2019 na casa onde casal morava com os filhos, na Vila Mariana. Davi fugiu depois do crime, mas foi preso logo depois e confessou o assassinato à polícia.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/5/p/b5NMjKTk2MBbZ1yxZp5g/whatsapp-image-2021-06-24-at-09.42.18.jpeg)
O marido disse que matou Aline após uma discussão motivada por ciúme. O acusado foi preso preventivamente na cadeia de Itatinga. Em janeiro do ano passado, antes da pandemia, ele passou por uma audiência de instrução antes da realização do julgamento.
Durante a manhã, o grupo chamado Promotoras Legais Populares, um movimento da sociedade civil organizada fez um ato em frente ao Fórum em apoio à vitima e também para chamar atenção das autoridades sobre os casos de feminicídio e de violência contra mulher.
Aline trabalhava em um supermercado e na época do crime uma amiga disse, em entrevista à TV TEM, que o casal não aparentava ter problemas e que a jovem tinha até feito uma tatuagem em homenagem ao marido dias antes do crime.
Fonte: G1













