A forte massa de ar polar, que avançou do Sul, chegou com força ao Estado de São Paulo. O fenômeno derrubou temperaturas e provocou geadas em pontos isolados. Além dos riscos de perdas na atividade agrícola, o frio intenso provoca o desconforto térmico na população e aumenta o perigo das doenças respiratórias devido ao ar gelado.
Palmital teve uma temperatura mínima de 2,6° C durante a madrugada desta quarta-feira (30/06), que foi a mais fria do ano até agora. O registro é do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro), que mantém estação automática no Horto Florestal Estadual, nas proximidades do Distrito de Sussuí. A máxima na terça-feira (29/06) foi de 12,7° C.
Publicações em redes sociais mostram que houve geadas em algumas localidades de Palmital, com o acúmulo de gelo sobre palhada, pastagem, veículos e superfícies. Geralmente, o fenômeno ocorre em áreas de topografia mais baixa quando há temperaturas próximas a zero, causando o congelamento do orvalho da madrugada.
Um vídeo recebido pelo Jornal da Comarca mostra moradora das proximidades do Horto Florestal de Palmital retirando gelo acumulado sobre seu veículo. Também há registros feitos por produtores rurais na Água da Corredeira, em Palmital, e na Água do Formoso, em Ibirarema.
Segundo o agrônomo Sérgio Lobo, do Departamento Técnico da Coopermota, os termômetros na unidade de Palmital registraram mínima de 3,0° C. Ele disse que, em temperaturas baixas como da última madrugada, é comum a formação de gelo sobre a palhada de lavouras já colhidas, que é matéria “seca e morta”.
Porém, segundo o agrônomo, a formação de gelo em plantas vivas fica mais difícil nas atuais condições de clima. Isto ocorre pelo fato dos vegetais apresentarem uma temperatura superior à do ambiente e terem um metabolismo para compensar o frio. Sergio disse ainda que, nos próximos dias, os técnicos da Coopermota vão coletar informações para avaliar os impactos da onda de frio sobre as lavouras de Palmital e região.


Foto: Renan Joaquim
















