Castelo começou a ser construído em 2016 em uma área de quase 70 mil metros quadrados, no Morro do Saboó, em São Roque (SP). Previsão de inauguração é no próximo ano
Viver uma realidade quase cinematográfica é uma das propostas de um casal de empresários que decidiu construir um castelo no Morro do Saboó, em São Roque (SP). A arquitetura busca ser fiel ao período da Idade Média, de forma que apreciadores da época possam se aventurar pelo espaço.
Histórias de castelos e guerreiros estiveram presentes desde a infância na vida de José Eduardo Pereira, de 44 anos. Ao g1, ele explicou que o avô nasceu na cidade de Ourém, em Portugal, e contava lendas medievais para a família.
O avô de José Eduardo tinha o sonho de construir um castelo e, como não conseguiu concretizar o projeto em vida, o neto resolveu tornar esse desejo em realidade. Para isso, ele teve a ajuda da esposa, Magali Pereira Dias, de 29 anos.
“A gente quer chegar o máximo possível na autenticidade. Tudo o que a gente vê aqui, por exemplo, as paredes, nós desenvolvemos a textura com rocha moída para dar esse aspecto de rocha deteriorada. O nosso castelo é uma inspiração do século XI”, conta José.
Castelo é construído no Morro do Saboó, em São Roque — Foto: Murilo Mazzo/Aquivo Pessoal
Estrutura
Salas de jantar para pequenos grupos estão prontas no Castelo de São Roque — Foto: Pâmela Ramos/G1
O castelo fica em um terreno de quase 70 mil metros quadrados, sendo quatro mil de área construída. A obra começou em 2016 e a previsão de inauguração é no próximo ano. A estrutura pode comportar até quatro mil pessoas.
Ao entrar no castelo, já é possível encontrar algumas peças em exposição, como espadas e armaduras. Porém, alguns ambientes ainda não estão prontos e os criadores estão na fase de testes para adaptar a estrutura e pensar a decoração.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/p/Q/WifrBTTiGGZuVIw9DwBA/img-5968.jpg)
Tochas foram instadas pelos corredores e escadas do castelo de São Roque — Foto: Pâmela Ramos/ G1
Pelos corredores e escadas já foram instaladas tochas que iluminam a passagem com sensor de presença. Algumas salas de jantar e quartos também estão com móveis de madeira. As fechaduras e cadeados são todos de ferro e com detalhes medievais.
“A partir do momento que as pessoas passam em portão é como se elas voltarem no século XI. Queremos oferecer a experiência com bebidas, comidas e até as músicas”, explica Magali.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/Q/v/o4kt5ARfOMXTho7BmSXQ/img-5958.jpg)
Chaves e objetos fazem parte do cenário do castelo, em São Roque — Foto: Pâmela Ramos/G1
Ambientes
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/A/A/8iNjeZQOWy0eTzhxUlmg/img-5918.jpg)
Calabouço fica do lado de fora do castelo, em São Roque — Foto: Pâmela Ramos/ G1
Além das salas temáticas e salões, o projeto também conta com um calabouço do lado de fora do castelo, que funcionará como um bar. A intenção é proporcionar uma experiência com músicas enquanto o visitante aproveita o espaço e a contemplação da paisagem do Morro do Saboó.
Outra parte do castelo terá um vilarejo e uma arena, onde acontecerão os jogos medievais e feiras. Os ambientes ainda estão em construção. O trabalho, agora, de acordo com José Eduardo, é adequar a arquitetura e estruturar os acessos para pessoas com dificuldade de locomoção.
“A gente está tentando chegar o mais possível perto da realidade e respeitando as normas dos bombeiros, vigilância, prefeitura. O castelo é uma inspiração do século XI, então, esse desafio é muito grande”, explica.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/S/z/b6HnzmQUG1xeS8s93v9Q/img-5931.jpg)
Castelo de São Roque terá uma arena onde acontecerão os jogos medievais — Foto: Pâmela Ramos/ G1
O casal também planeja a contratação de funcionários que serão parte da atração, como artistas, mágicos e guias que atuarão como figurantes ao mesmo tempo.
Antes do visitante entrar no castelo, haverá aluguel de roupas disponível para que eles tenham uma experiência completa. Será possível escolher o tipo de fantasia, mas, caso o visitante já possua a roupa, o aluguel não será necessário.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/7/g/GXlh0qRXKgLDR9Gs54ZA/img-5943.jpg)
Roupas poderão ser alugadas durante visitação no castelo — Foto: Pâmela Ramos/g1
Imersão e cultura
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/A/u/yFQBFUTSqYvAcDohHG5A/img-6005.jpg)
Uma catapulta foi instalada na parte de fora do castelo — Foto: Pâmela Ramos/G1
O casal tem o projeto de abrir o castelo para visitação de alunos das escolas. O objetivo é que o passeio possa ensinar sobre a cultura e história da Idade Média e também conscientizar sobre questões relacionadas ao meio ambiente.
“O nosso desafio é você ter a experiência visual, auditiva, paladar. Então, realmente imersiva. A gente quer fazer uns eventos com os animais. Temos parceria com um projeto de treinamento de aves e pretendemos adotar medidas para preservar a natureza ao redor do castelo”, explica Magali.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/g/T/8rL3YsTrWR9ayQ36RyWA/img-5976.jpg)
Castelo já conta com oito cavalos que farão parte do projeto — Foto: Pâmela Ramos/G1
Testes
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/B/O/xIMmDHQsSy24mjFTPcyw/img-5956.jpg)
Decoração do castelo será pensada para remeter ao período medieval — Foto: Pâmela Ramos/ G1
Apesar das dificuldades, o casal está animado com o projeto e relata que muitas pessoas estão procurando o castelo nas redes sociais para visitas.
Por enquanto, o local não é aberto ao público. A previsão é de que no próximo ano eles façam alguns eventos testes para avaliarem possíveis adequações.
“Temos que ir devagar porque não sabemos como o brasileiro vai se comportar. Vamos ter que fazer vários testes antes de organizar um evento. As pessoas já estão se interessando. Só pela contemplação do castelo, já tem um público.”
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/0/Y/viXZ8ASteLOaex5Auxog/img-6027.jpg)
Rocha moída foi usada nas paredes do castelo — Foto: Pâmela Ramos/G1
Quando for definido o formato, será promovido o evento de inauguração, no qual as pessoas vão poder adquirir um ingresso para participar.
“É um sonho realizado. O reconhecimento das pessoas, para nós, é o pagamento de tudo. Das pessoas entrarem aqui e se emocionarem. Algumas até choraram”, lembra José.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/C/k/XcumcPSmi1sGZOo4T6TA/img-6030.jpg)
Parte de cima do calabouço terá mesas para os visitantes com vista para o Morro do Saboó — Foto: Pâmela Ramos/G1
FONTE: G1








/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/U/v/mwxKpzQ2aOwtd051PWCQ/sao-roque.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/7/B/25ydNnR4a8euOGwSccCg/img-5894.jpg)





