A fúria do trânsito caipira

“…trânsito é uma das formas segura de aferir o nível de civilidade de um povo…”   

Parece desproposital ou absurdo utilizar um espaço de opinião de um jornal para analisar os perigos do trânsito de uma cidade de 20 mil habitantes, de topografia plana, ruas simétricas e excelente sinalização horizontal e vertical, mas os últimos registros policiais suscitam comentários, críticas e opiniões.

Dependendo da consciência e da educação do motorista, o trânsito em cidades e rodovias não é melhor ou pior pela qualidade das vias, pela intensidade da fiscalização ou eficiência da sinalização, mas sim pela boa formação, perícia e sentido de cidadania de quem dirige.

O trânsito é uma das formas segura de aferir o nível de civilidade de um povo, cujo comportamento é replicado em outras áreas da convivência social que incluem a limpeza pública, o uso de espaços comuns, o cuidado para com o meio ambiente, o respeito para com o próximo, o sentido comunitário e a forma de exercer a liberdade individual.

O comportamento inadequado no trânsito, que reflete traços da personalidade do indivíduo ao revelar os valores que cultiva, quase sempre é potencializado pela sensação do falso poder que o veículo proporciona a quem o dirige.

Não por acaso, os motoristas alienados ou inconvenientes são os que se revelam no trânsito, como os que dirigem caminhonetes grandes e potentes e correm para causar ruido de motor e de turbinas, ou aqueles que pilotam carrinhos velhos rebaixados, adesivados e entupidos de som para anunciar a passagem triunfal e barulhenta.

Sem deixar de dedicar um parágrafo às motocicletas, veículos rápidos, pilotados por muitos rapazes e moças apressados que estouram escapamentos, atravessam preferenciais, aceleram quando atravessados, são os primeiros a chegar e a sair e dirigem até falando ao celular.

Diante do número elevado de observações que podem ser comprovadas a qualquer horário e em qualquer bairro, rua ou avenida, incluindo o trânsito de caminhões carregados com sobrepeso que passeiam pelo centro da cidade e os tratores com implementos que correm nas ruas despejando poeira, fica fácil entender, sem aceitar, os últimos acidentes graves registrados.

A solução passa necessariamente pela educação, que inclui o bolso e a punição exemplares, exige regulamentação e fiscalização rígidas do tráfego urbano e, principalmente, multas e recolhimento de veículos dos motoristas sem senso de civilidade em nosso perigoso e furioso trânsito caipira.

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Cláudio Pissolito

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