A imbecilidade política

“…a falta de respeito para com os demais está dividindo famílias, amigos e a sociedade…”

A divisão política da sociedade é uma dádiva da democracia, que garante a liberdade de escolha e de opinião a todos os cidadãos que, direta ou indiretamente, de forma voluntária ou involuntária, participam do processo de escolha dos dirigentes por meio do voto livre e secreto.

Assim como no futebol e na religião, ou em tantas outras áreas de interesse das pessoas, as escolhas são livres e devem ser respeitadas como opção de cada indivíduo que se define de acordo com suas convicções, com sua cultura, com o conhecimento adquirido ou até mesmo pela influência de terceiros, cuja decisão não deve jamais ser contestada.

Para que a convivência familiar, social, de lazer ou nos ambientes corporativos sejam de fato harmônicas, é preciso capacidade de entendimento e de tolerância para com as diferentes escolhas de familiares, amigos, companheiros de trabalho e também dos desconhecidos, como forma de respeito às opções alheias.

Entretanto, o acirramento de posições individuais ou de grupos, a intolerância e o radicalismo frente às diferenças naturais da convivência e a falta de respeito para com os demais está dividindo famílias, amigos e a sociedade em grupos fechados e intolerantes.

Para contornar situações desagradáveis ou possíveis desacordos, o que se escolhe é a proibição de determinados temas, reduzindo muito o relacionamento aberto e sadio entre as pessoas que se sentem tolhidas em manifestar opiniões e preferências, principalmente políticas.

A incapacidade de conviver em harmonia e aceitar as diferenças reduz muito a integração social e a saudável troca de informações e de opiniões que caracterizam o relacionamento de pessoas educadas, sábias, equilibradas e tolerantes, como provam as redes sociais da internet, muito mais frequentadas e utilizadas por aqueles que buscam o confronto.

O acirramento de posições, a defesa exagerada de opiniões e, principalmente, o radicalismo intolerante que leva ao extremismo que isola indivíduos e grupos em suas “verdades” se transformaram em grande mal social que destrói relacionamentos e leva até mesmo à agressividade.

Diante dos fatos comprovados em nosso cotidiano, é preciso repensar posições e ponderar as atitudes e as palavras para que todos possam expressar suas opiniões de forma livre e serena, como única forma de substituir a intolerância e a imbecilidade política pela sensatez nas relações humanas.

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Cláudio Pissolito

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