A pandemia não terminou
OPINIÃO DO JC
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“…as doenças transmissíveis são persistentes e duradouras…”

As boas notícias que chegam às pequenas cidades, como em Palmital que completa três semanas sem mortes pela Covid-19, ainda que já tenhamos passado mais da metade de 2021, são motivos para comemoração e de renovação de esperanças, mas não para relaxar e deixar de cumprir as normas de segurança que muitas vidas salvaram.

Com o avanço da vacinação, os novos casos se reduzem, principalmente nos mais velhos que já estão na segunda dose, mas ainda restam muitos adultos, jovens e crianças sem a imunização e que podem ser vítimas da doença que é letal em muitos casos e deixa sequelas na maioria deles. 

Outro aspecto a se considerar é que a mínima parcela da população sem imunização pode ser portadora de novas variantes e ajudar a disseminar o vírus que ainda não foi vencido pela vacina e muito menos por qualquer tratamento clínico, seja ambulatorial ou precoce, já que os estudos e experimentos científicos não comprovaram a eficácia de qualquer medicamento antigo ou novo.

Portanto, os hospitais vazios e os números de casos graves se reduzindo não representam o fim de uma pandemia traiçoeira e mortal, pois as mutações dos vírus continuam acontecendo e, muitas vezes, demoram a ser identificadas.

As boas notícias, que podem e devem ser veiculadas, precisam ser acompanhadas de alertas e de conselhos de precaução e manutenção dos cuidados, pois podem ensejar uma condição de imunidade geral ainda inexistente e fazer com que todos os esforços até agora envidados sejam desperdiçados pela precipitação.

As emocionantes cenas do vídeo da Santa Casa de Palmital, que mostra profissionais de saúde fechando a Ala Covid do hospital e retirando paramentos não significam que médicos e enfermeiros estão entrando em férias, mas sim que estão experimentando um momento de menos trabalho e que continuam em plantão.

A batalha contra o vírus não foi vencida e pode ser que essa vitória jamais aconteça, já que as doenças transmissíveis são persistentes e duradouras e, a qualquer descuido, voltam em surtos, epidemias ou pandemias até mais perigosas que as anteriores devido à resistência que os vírus adquirem contra as vacinas e os medicamentos.

Portanto, o fim da guerra não depende de um passe de página, de uma dose de vacina e muito menos de decisão política, mas sim de uma cultura de cuidados e prevenção que deve ser incorporada aos hábitos da população e das duas doses da vacina em cada pessoa.

“…as doenças transmissíveis são persistentes e duradouras…”

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