Acusados de exploração sexual de adolescente em Palmital viram réus e têm prisão preventiva decretada pela Justiça

Os dois acusados de exploração sexual de uma adolescente de 12 anos em Palmital tornaram-se réus e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça da Comarca. A dupla, um homem de 31 anos e um jovem de 22, foi presa em 26 de fevereiro durante a Operação Infância Livre, realizada pela Polícia Civil com o objetivo de desarticular um esquema de favorecimento à prostituição infantil e estupro de vulnerável, denunciado por meio do Conselho Tutelar.

O relatório do inquérito da Polícia Civil foi encaminhado ao Judiciário na terça-feira da semana passada (24/03), com o indiciamento do homem por favorecimento à prostituição infantil — crime cuja pena varia de 4 a 10 anos de prisão — e do jovem por estupro de vulnerável, que pode resultar em condenação de até 15 anos. Após denúncia apresentada pelo Ministério Público, a Justiça acolheu na quinta-feira (26/03) as acusações e o pedido da autoridade policial para converter a prisão temporária da dupla em preventiva, medida de duração indefinida que possibilita que ambos permaneçam presos até o fim do processo.

Crime – A investigação da Polícia Civil foi aberta a partir de denúncia apresentada pelo Conselho Tutelar, com indícios de exploração e aliciamento envolvendo a adolescente em situação de vulnerabilidade. A equipe da Delegacia de Palmital apurou os fatos e reuniu elementos que comprovaram a prática criminosa, na qual o homem teria aliciado a garota para intermediar encontros, utilizando inclusive seu próprio comércio e residência para os programas.

Na deflagração da operação para cumprimento de mandados judiciais, o homem foi preso dentro de um motel na zona rural de Palmital, quando estava acompanhado de um indivíduo sem ligação com os crimes investigados. Este foi levado à Delegacia para prestar esclarecimentos e liberado em seguida. O jovem, apontado como cliente que teria contratado os serviços da adolescente, foi preso em sua residência.

Fotos: Divulgação Deinter-8

As investigações também apontaram que o homem aliciava a vítima mediante promessa de dinheiro e, em algumas ocasiões, fornecia entorpecentes. Já com antecedentes por tráfico de drogas, ele teria induzido a adolescente a participar de um esquema de comercialização de entorpecentes. A menina foi enviada a instituição de acolhimento, onde ficou sob a guarda da Justiça. Durante a Operação Infância Livre, celulares foram apreendidos e seus dados ajudaram a comprovar o esquema criminoso.

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Cláudio Pissolito

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