Águas para o bem e para o mal

“…é preciso criar áreas de infiltração de águas pluviais…”

O aumento das chuvas fortes e rápidas e o crescente número de catástrofes urbanas repetidas em grandes, médias e pequenas cidades, como São Paulo, Juiz de Fora e Rio Bonito do Iguaçu, nos respectivos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, devem servir de alerta e de lição para as autoridades públicas e também às populações.

Com os números de mortos, feridos e desabrigados superando muitas guerras, constata-se que as pessoas estão reféns da própria sorte, ou da falta dela, já que os fenômenos climáticos intensos se repetem de forma aleatória, sem tempo sequer para adotar medidas de mitigação.

Os alertas são feitos de forma recorrente pelos climatologistas, os avisos são repetidos diariamente pela natureza e as consequências são explicitadas no desespero das famílias que perdem bens materiais e seus entes e também nos noticiários que mais parecem reprises de dias, semanas, meses e até de décadas anteriores.

Não obstante à certeza de que qualquer tempestade pode causar enormes danos nas cidades e afetar de forma definitiva a vida das pessoas, não se constata movimentos no sentido de, ao menos, tentar reduzir os efeitos dos vendavais e do excesso de águas.

Para evitar as consequências nefastas dos ventos fortes é preciso criar obstáculos naturais, como barreiras de árvores de grande porte e de raízes profundas, troncos flexíveis e folhas perenes, como os eucaliptos, os ciprestes italianos e as grevíleas, como meio seguro de contenção.

Para evitar as enxurradas e as enchentes, é preciso criar áreas de infiltração de águas pluviais, tanto nas residências como nas calçadas, nas praças e até mesmo nos bueiros das redes de galerias e, assim reduzir o volume nas ruas, proteger as pessoas e o asfalto e, ao mesmo tempo, abastecer os lençóis freáticos que alimentam os poços artesianos.

Enquanto as mudanças climáticas explicitadas diariamente pelos fenômenos cada vez mais extremos estiverem sendo atribuídos aos desígnios de Deus, o povo permanecerá vítima de falta de iniciativa para solucionar problemas antigos, da falta de visão de futuro e da criminosa omissão de quem joga com a sorte apostando no acaso.

Medidas saneadoras de enfrentamento aos danos causados pelas chuvas devem ser transformadas em políticas públicas permanentes, pois as águas do céu que vêm de Deus servem para o bem ou para o mal, dependendo da forma como são recebidas e tratadas pelos homens aqui na terra.

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Cláudio Pissolito

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