Após novos casos de dengue, Prefeitura notifica proprietários para limpeza de terrenos
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Secretaria de Saúde confirmou mais quatro vítimas da doença; trabalho é intensificado para combater proliferação do mosquito transmissor da doença

A Secretaria de Saúde de Palmital, por meio da Vigilância Epidemiológica, confirmou mais quatro casos de dengue em pacientes residentes nas regiões dos bairros Afonso Negrão e Morada do Sol, que receberam nebulização na semana passada. O crescimento do número de ocorrências faz com que haja intensificação dos trabalhos de prevenção ao Aedes aegypti, com o reforço no combate aos criadouros e o lançamento da estratégia de notificar proprietários para que eles mantenham limpos seus terrenos, evitando focos do inseto e de animais peçonhentos.

De acordo com o órgão municipal, foram confirmados cinco casos recentes de dengue em Palmital, sendo que outros dois haviam ocorrido no início de janeiro. Uma das ocorrências, que envolve um casal e um bebê de um ano, é considerada como “importada”, pois os três estavam em Assis durante a contaminação e retornaram a Palmital, no bairro Afonso Negrão, com os sintomas.

Outros dois casos foram registrados na área do bairro Morada do Sol, nas proximidades da creche Lídio Tronco, onde adultos tiveram teste positivo para dengue. Mesmo antes da confirmação da doença nos pacientes, a equipe de Controle de Endemias teve autorização da Sucen e realizou a nebulização e bloqueio de criadouros nas duas localidades na semana passada. A ação teve como objetivo evitar que os mosquitos picassem os doentes e passassem a transmitir a doença ao se alimentar de sangue de pessoas sadias.

Para intensificar as atividades de prevenção, pois há preocupação devido às epidemias registradas em cidades da região que são destinos de palmitalenses em viagens de trabalho, estudo e lazer, o órgão municipal também passará a notificar proprietários que deixam o mato crescer ou mantenham lixo em seus terrenos. “Inicialmente, a ação será feita em regiões com casos suspeitos”, explicou a enfermeira Lucéia Sartori, coordenadora da Vigilância Epidemiológica.

De acordo com Lucéia, a Lei Municipal 2.669/15, que regulamenta o combate à dengue em Palmital, prevê prazo de 3 a 15 dias para o proprietário limpar o terreno após a notificação. “Vamos tentar padronizar em sete dias o prazo, mas há casos em que o período pode ser menor. Se o proprietário realizar a limpeza, não será penalizado”, afirmou. A infração prevê multa de R$ 403,48 a R$ 2.884,26, dependendo da gravidade do caso. Em casos de reincidência, o valor pode ultrapassar R$ 4 mil.

A enfermeira disse que denúncias também podem ser apresentadas à Vigilância Sanitária, onde o cidadão terá de informar por escrito o problema, mas o documento tem garantia de sigilo para preservar a identidade do denunciante. “Não queremos punir ninguém. Esperamos que os proprietários se conscientizem do risco à saúde pública e mantenham os terrenos limpos para evitar que sejam criadouros do mosquito e de animais peçonhentos”, destacou Lucéia. Ela finalizou alertando que os infratores, além de pagar a multa, também verão arcar com os custos da limpeza a ser feita pela Prefeitura, estabelecido em R$ 0,43 por metro quadrado.

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