“…as Polícias poderiam retomar o trabalho de visitas frequentes a bares, lanchonetes e casas de eventos…”
Depois de longos anos de aprimoramento das leis restritivas para aquisição, propriedade e porte de arma de fogo, nos últimos tempos assistimos ao abrandamento dos meios de controle, que se tornou facilitador do acesso e, consequentemente, do aumento significativo do comércio dos mais variados modelos de revólveres, pistolas e até fuzis.
Sob a enganosa possibilidade de defesa pessoal e da propriedade privada, que por natureza é de responsabilidade do Estado, muitos cidadãos despreparados, técnica e psicologicamente, passaram a usar a arma como meio de defesa, mas também de intimidação e de ataque.
Há muito já se sabe que o porte de qualquer tipo de arma confere muito mais coragem e até mesmo ousadia e estupidez aos portadores, que se sentem superiores aos desafetos e, em alguns casos, perdem o receio de provocar discussões e brigas ou de enfrentar situações desafiadoras.
Portanto, o porte de arma, mesmo muito bem controlado, é uma ameaça social grave e deveria estar restrito aos agentes das forças de segurança, que mesmo treinados para as situações de risco, muitas vezes são ameaçados, feridos e até mortos no exercício de suas funções de proteção à sociedade.
Como responsáveis pelo trabalho preventivo de segurança, as Polícias poderiam retomar o trabalho de visitas frequentes a bares, lanchonetes e casas de eventos noturnos para fiscalização pessoal dos frequentadores e, assim, evitar o porte de arma desnecessário.
O simples fato de saber que a Polícia pode fazer revista pessoal nos estabelecimentos e apreender a arma irregular, certamente irá inibir o uso desnecessário, reduzir o número de casos graves de violência e também proteger comerciantes e organizadores de eventos que muitas vezes são intimidados com a presença de clientes que portam armas.
É claro que a prevenção, mesmo contínua, não consegue prever os casos absurdos que, com frequência, acontecem pelos mais variados e as vezes torpes motivos, mas o exercício sereno e respeitoso da autoridade policial pode até mesmo trazer ganho para a imagem dos agentes que devem agir para preservar a integridade e a vida dos cidadãos.
A maior integração das polícias com a comunidade e o contato permanente com os moradores e os comerciantes de suas regiões de trabalho podem agregar muitas informações importantes para a prevenção a casos de furtos, roubos, desinteligências e até mesmo mortes.
CONFIRA TODO O CONTEÚDO DA VERSÃO IMPRESSA DO JORNAL DA COMARCA – Assine o JC – JORNAL DA COMARCA – Promoção: R$ 100,00 por seis meses














