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Você se preocupa com a procedência das coisas que chegam até você?

Faz perguntas básicas como: De que? De onde? Por que? Como?

Interroga-se sobre o uso, o toque, o repasse, a aquisição…?

Por exemplo, se chega uma notícia, ou uma conversa, ou uma mentira, ou uma fofoca… como você lida? Se chega um presente, ou um objeto estranho, ou uma coisa ilícita, ou um roubo… como você se comporta? Se chega um pessoa estranha, ou um conhecido, ou um inimigo, ou um curioso como você se relaciona?

Perguntar sobre a procedência, não é levantar questões de caráter preconceituoso sobre situações, coisas ou pessoas. É, antes de tudo, cuidar da autopreservação (não cair em enrascada); cuidar para não reproduzir erro; cuidar para não continuar uma injustiça; cuidar para que não disseminar o mal.

Perguntar sobre a procedência é uma questão de responsabilidade!

Tudo o que chega até nós, de alguma forma, imprime em nós as suas marcas. Já pensou, ser o transportador de coisas que você não aceita; de verdades que você não acredita; de valores que você não admite?

Da parte de quem chegam as coisas que você aceita, acredita e admite?

O Salmo 118,26 assim se expressa: ‘Bendito o que vem em nome do Senhor!’

Ora, o critério fundamental, para aceitar, acreditar e admitir o que chega até você, deve ser se vem da parte de Deus! Se vem da parte de Deus, bendito seja!

Bendita seja a palavra que vem da parte de Deus!

Bendita seja a notícia que vem da parte de Deus!

Bendita seja a pessoa que vem da parte de Deus!

Porque o que vem da parte de Deus está repleto do próprio Deus; vem marcado por ele; irradia sua presença; reflete a sua luz; espalha seu bom perfume; chama para a vida; renova a esperança; fundamenta a alegria; expande a sua glória. ‘Bendito o que vem em nome do Senhor!’

O que vem da parte de Deus, é de Deus!

Uma coisa é certa: é preciso questionar se é de Deus o que chega até nós, para podermos aderir. Mas, é preciso perguntar, também, se o que sai de nós é de Deus!

Nós somos de Deus e não podemos renegar a nossa procedência, reproduzindo, ao mundo, o que não pertence a Deus. Eis o que diz a Palavra de Deus: “Vejam que prova de amor o Pai nos deu: sermos chamados filhos de Deus. E nós de fato o somos! Se o mundo não nos reconhece, é porque também não reconheceu a Deus.   Amados, desde agora já somos filhos de Deus, embora ainda não se tenha tornado claro o que vamos ser. Sabemos que quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque nós o veremos como ele é” (1Jo 3,1-2).

Por outro lado, é preciso ter claro, para nós mesmos, qual o fundamento de nossa fé; qual a base forte de nossa vida; qual o princípio vital de nossa existência, para não colocarmos a perder aquilo que é garantia do próprio Deus em nós. Porque: “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular. Isso vem de Deus, e é maravilha aos nossos olhos” (Sl 118,22-23).

Finalmente, o que vem da parte de Deus é, acima de tudo, o Cristo. Ele é Mistério de Deus! Ele é o Bom Pastor, diante do qual o mercenário, que não é pastor e nem vem de Deus, é desmascarado. “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O mercenário, que não é pastor e as ovelhas não são suas, quando vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e sai correndo. Então o lobo ataca e dispersa as ovelhas. O mercenário foge porque trabalha só por dinheiro, e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor: conheço minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou a vida pelas ovelhas” (Jo 10,11-15).

O que vem da parte de Deus é bendito! ‘Bendito o que vem em nome do Senhor!’

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