Um incidente ocorrido durante o intervalo da última quarta-feira (27/08) na Escola Estadual Teófilo Elias resultou na suspensão de quatro alunos e na intervenção do Conselho Tutelar em Florínea. O caso envolveu uma suposta brincadeira chamada “balança caixão” entre estudantes do 6º ano, em que uma aluna teve a calça puxada, ficando apenas com as roupas íntimas.
De acordo com o vice-diretor da escola, Antônio Carlos Ferreira, em entrevista ao Portal AssisCity, a instituição só tomou conhecimento do fato na quinta-feira, 28, após um vídeo do incidente, gravado e compartilhado nas redes sociais por uma aluna do 8º ano, começar a circular entre os estudantes.
“Esse caso aconteceu na quarta-feira e aí ontem [quinta] teve um burburinho. Procurei a menina que teve a calça tirada durante a suposta brincadeira, e ela falou: ‘não, diretor, não aconteceu nada’. E eu levei em consideração. A menina falou que não aconteceu nada, que estava brincando, e deixei. Mas quando foi hoje [sexta], chegou um vídeo. Quando eu vi o vídeo, falei: ‘meu Deus, o negócio foi sério’”, relatou o vice-diretor.
Antônio Carlos explicou que o grupo de alunos envolvidos é conhecido por brincar regularmente em um cantinho do pátio e não costuma dar trabalho, o que pode ter contribuído para que o fato passasse despercebido pela supervisão. “Eles ficam em um espaço da escola, sempre brincando normalmente, e os inspetores de alunos ficam em cima dos alunos que dão trabalho. A gente estava no pátio, na quadra, e eles ficam num canto da escola. E aconteceu isso. A menina filmou e jogou nas redes sociais e a gente não percebeu”, completou.
O uso de celular, formalmente proibido apenas dentro de sala de aula, tornou-se um agravante. “Eles trazem escondido na bolsa, né? E colocam dentro da roupa, dentro de mochilas, e a hora que você bobeia um pouquinho, eles acabam utilizando. Não tem como fazer esse controle”, justificou o vice-diretor.
O caso chegou ao conhecimento do Conselho Tutelar, que esteve na unidade escolar nesta sexta-feira. Como providência imediata, a escola suspendeu por três dias os três alunos diretamente envolvidos na brincadeira e a aluna do 8º ano que filmou e compartilhou o vídeo. As mães dos estudantes foram comunicadas.
“A hora que eu vi o vídeo, que eu fiquei sabendo da situação, acionei as mães. Inclusive duas vieram, estou aguardando uma mãe ainda. E a mãe da menina que despiram, ela disse que não quer vir, que não vai vir”, contou Antônio
O vice-diretor pede compreensão sobre os desafios de supervisionar toda a área escolar. “A escola está sempre tentando resolver esses problemas, mas uma hora acaba acontecendo, porque a gente tem quatro inspetores, e a escola é 10 mil metros quadrados, fora pátio, salas de aula, quadra. Passou em 30 segundos que a gente bobeou lá, aconteceu isso. A escola procura evitar ao máximo essas situações”, disse ao Portal AssisCity.
A escola segue apurando o caso e reforça as orientações sobre conduta e uso de dispositivos eletrônicos com os alunos e responsáveis.
Fonte: AssisCity