Campos Novos Paulista comemora nesta terça-feira (10/03) seus 141 anos de emancipação político-administrativa. O mais antigo município do Vale Paranapanema, foi um dos principais polo de atração dos pioneiros que desbravaram as férteis terras da região na segunda metade do século XIX, período denominado pelos historiadores como “Frente Pioneira”, quando o povoado teve prosperidade e se tornou referência para os vilarejos que o circundavam.
A origem do povoado, citado como “cidade mãe do Vale do Paranapanema”, se deu com o pioneiro José Theodoro de Souza que, em meados do século XIX, desbravava os sertões rumo ao Oeste do Estado à procura de boas terras para registrar em seu nome e de seus familiares. Às margens do Rio Novo, ele fundou o povoado de São José do Rio Novo dos Campos Novos que, em 1868, recebeu a denominação de São José do Rio Novo.
Anos depois, o patrimônio foi chamado de São José de Campos Novos do Paranapanema e, em seguida, Campos Novos do Paranapanema. No período de colonização, o povoado recebeu muitos imigrantes estrangeiros e pessoas provenientes das regiões Norte e Nordeste de São Paulo e de Minas Gerais, que deram origem às bases étnicas da população.
Com uma pequena estrutura urbana, a localidade foi declarada Freguesia em abril de 1878 e Distrito Policial em junho de 1878. Em 1880, passou a Distrito de Paz, já com o nome de Campos Novos Paulista, subordinado a Santa Cruz do Rio Pardo. Em 10 de março de 1885, Campos Novos foi declarado município, em período de grande desenvolvimento populacional nos anos que se seguiram.
Em 1888, a população chegou a 12.811 habitantes, incluindo os povoados de Pau D’Alho, Palmital, Platina, Echaporã, Conceição do Monte Alegre (Paraguaçu Paulista) e Marília, que pertenciam ao município de Campos Novos. Dois anos depois da emancipação, tornou-se sede de Comarca, dando início ao chamado “período trágico”, que durou 26 anos.
Esta época, que teve como característica a política selvagem e coronelista e foi relegado do traçado da Estrada de Ferro Sorocabana, freou o desenvolvimento da cidade. A decadência chegou ao ponto máximo em 1944, quando voltou a ser um distrito ligado ao recém-criado município de Ibirarema, com o nome Nuretama. Em dezembro de 1948, retomou o status de município e, em 29 de dezembro de 1955, foi elevado ao grau de Estância Climática.
José Theodoro de Souza, que faleceu na cidade em 1872 e permaneceu à sombra das disputas políticas, havia partido rumo ao Oeste em direção a terras ainda inexploradas. Ele também foi responsável pela fundação de cidades como São Pedro do Turvo e Conceição de Monte Alegre (hoje Paraguaçu Paulista). Com as conquistas, foi considerado o principal desbravador do período da Frente Pioneira.
No século XX, Campos Novos não conseguiu manter o mesmo ritmo de desenvolvimento verificado inicialmente e fundamentou sua base econômica nos setores da agricultura, da pecuária e do aproveitamento dos recursos hidrominerais, que possibilitaram o desenvolvimento do turismo. O município tem 5.003 habitantes, conforme estimativas feitas no ano passado, a partir dos dados do Censo 2022 do IBGE, e é administrado pelo prefeito Flavio Fermino Euflauzino, o Flávio do Posto, em segundo mandato consecutivo.













