A Polícia Civil de Palmital realizou na segunda-feira (12/01) diversas ações de busca ao comerciante Alcindo Roder Júnior, conhecido como Tuca, de 59 anos, que um dia antes havia matado com um tiro no peito seu concunhado Levi Hilário Soares Cavalcante, de 53 anos.
Durante as diligências, foi encontrado o VW Gol utilizado na fuga no final da tarde de domingo (11/01). O veículo estava abandonado em um matagal no bairro rural da Água do Meio, nas proximidades da divisa com Ibirarema.
A apuração do caso está a cargo da Delegacia de Palmital, cuja equipe realizou na segunda-feira (12/01) buscas em quatro endereços relacionados ao comerciante. O trabalho contou também com apoio da Polícia Militar.
O veículo foi localizado no início da noite, abandonado em área de mato na Água do Meio, próximo à propriedade rural da família das esposas dos envolvidos no caso. De acordo com o delegado Marcelo de Souza, os trabalhos devem prosseguir nesta terça-feira (13/01).
CRIME
O homicídio ocorreu por volta das 16h20 de domingo, em um bar no cruzamento das ruas Dr. Geraldo Coelho e Francisco Severino da Costa, no centro de Palmital. Conforme relatos de pessoas que estavam no estabelecimento, o clima era de absoluta harmonia, com a presença de vários amigos em conversas amistosas.
Em determinado momento, Levi chegou ao local, foi bem recebido e se sentou à mesa com um amigo, que logo depois deixou o estabelecimento. Testemunhas afirmam que, com a saída do companheiro de mesa, Levi se sentou em outra cadeira, junto ao concunhado Tuca, iniciando uma conversa.

O dono do estabelecimento relatou que, sem motivo aparente e sem qualquer discussão, Tuca teria sacado um revólver e disparado contra Levi, que foi atingido no peito e caiu no meio do bar. De imediato, Tuca colocou a arma na cintura e, sem dizer nada, deixou o local em uma motocicleta. A Polícia Militar foi acionada e rapidamente chegou ao estabelecimento, onde também esteve uma equipe do Samu, que constatou o óbito. O perímetro foi isolado até a realização da perícia pela Polícia Científica.
O corpo de Levi foi levado ao IML – Instituto Médico Legal – de Assis para necropsia e exames periciais. A polícia constatou que ele tinha apenas uma perfuração de tiro no peito, em área próxima ao coração, e que o projétil ficou alojado no tórax. Conforme consta no Boletim de Ocorrência, a Polícia Civil iniciou diligências em Palmital logo após o crime, com equipe comandada pelo delegado Fábio Fulan, plantonista da CPJ de Assis, que esteve na casa do acusado na Vila Albino.
Os policiais apuraram que, após o crime, Tuca foi até sua residência, deixou a motocicleta e saiu em seguida com um Gol G3, tomando rumo ignorado. No imóvel, onde ocorreram buscas, foram apreendidos 10 projéteis intactos de arma de fogo calibre 38.
A polícia verificou também que há câmeras de vídeo em lojas em frente ao bar, que podem ter registrado o crime e auxiliar nas investigações. Houve ainda a apreensão da carteira preta de couro de Levi, contendo cartões, dois dólares e diversas anotações em papéis avulsos, além de um aparelho celular Samsung, que serão objeto de apuração.
FUNERAL
O velório de Levi, ex-funcionário do posto de combustíveis da Coopermota, foi realizado na manhã de segunda-feira (12/01), na Funerária Aliança, onde familiares e amigos prestaram as últimas homenagens. O sepultamento, em meio a um clima de comoção, ocorreu no início da tarde, no Cemitério Municipal de Palmital.

Levi era casado com a professora Suzete Portilho, que morreu de câncer em 19 de junho de 2025, e deixa um filho, Pedro, estudante universitário. Em maio do ano passado, conforme relatos de familiares, ele havia deixado o emprego na Coopermota para cuidar da esposa durante o tratamento oncológico.
Com personalidade alegre e cativante, Levi era figura ativa na comunidade católica de Palmital, participando de celebrações e eventos promovidos pelas pastorais. Junto com a esposa, também atuava em atividades de defesa da causa animal na cidade. Sua morte trágica foi lamentada em diversas postagens nas redes sociais.













