O palmitalense Branco Fadel, presidente da Coopermota, divulgou nesta segunda-feira vídeo em que faz homenagem ao Dia do Agricultor.
Confira:
O Dia do Agricultor representa uma justa homenagem aos que trabalham pela produção da riqueza da terra e movimentam a economia que gera emprego, renda e bem estar às comunidades abrangidas. Exemplo recente de contribuição para o desenvolvimento do setor canavieiro no Vale Paranapanema é a criação da Usina Enersugar, fundada por produtores rurais com a filosofia de atuar em parceria com os fornecedores para fortalecer a atividade voltada à produção de açúcar e bioenergia.
A empresa foi criada em 2019 pelos agricultores-empresários Dorival e Dirceu Finotti, em sociedade com Sylvio Ribeiro do Valle Mello Júnior, transformando-se em alento para o agronegócio regional ao suprir as lacunas deixadas pelas várias usinas e destilarias paralisadas e que causaram transtorno e insegurança a muitos agricultores com dificuldades para comercializar suas safras em um período muito complicado, seguido da pandemia da Covid-19.
“Fornecedores de cana ficaram impossibilitados de pagar suas contas e financiamentos. Alguns perderam propriedades”, lembrou Sylvio Ribeiro, que na época era presidente da Assocana. “Neste momento dramático Dorival, Dirceu e eu percebemos que a falta de uma “boca” consumidora de dois milhões de toneladas de cana não poderia desaparecer da região. Além dos problemas sociais, a falta seria muito mais contundente para o agronegócio, pois deixaria de gerar renda para trabalhadores, agricultores, terceirizados e municípios, mergulhando a região num indesejado ciclo de decadência”, lembrou.

Com o objetivo de reverter o quadro de desalento, os sócios iniciaram o projeto para a aquisição e reativação de usina paralisada em Ibirarema. “Assim nasceu a Enersugar. Contratamos profissionais de primeira linha com larga experiência no ramo, levantamos capital para recuperação e modernização do parque industrial, recontratamos os antigos funcionários e novos também”, destacou.
“Logo na primeira semana de funcionamento em 2020, foi decretado o ‘lockdown’ da pandemia. Como nosso setor foi liberado para funcionar, continuamos contratando, enquanto outros segmentos estavam demitindo. Então, atuamos como um esteio onde as pessoas puderam se segurar naquele momento terrível”, ressaltou Sylvio.
Durante os primeiros ciclos de trabalho, a Enersugar se consolidou pela eficiência na administração e modernidade na filosofia de trabalho, com foco na segurança, na sustentabilidade e na parceria com os agricultores, oferecendo benefícios e opções diferenciadas de remuneração.
Após a “safra teste” em 2020, quando processou 350 mil toneladas de cana, a Enersugar fez melhorias nas instalações industriais, aprimorou os processos de produção, fortaleceu as parcerias com os agricultores para ampliação da área plantada e o progressivo aumento no volume de matéria-prima. Na safra 2021, chegou a 740 mil toneladas de cana processada, superou 1 milhão de toneladas em 2022, chegou a 1,4 milhão em 2023 e 1,5 milhão em 2024 e definiu meta de 1,7 milhão para este ano.
“Somos uma empresa que gera mais de meio bilhão de faturamento e continuamos em crescimento. Atingimos, já nos primeiros anos, índices de eficiência industrial iguais aos das usinas de referência. As comunidades circunvizinhas estão prosperando, pois as famílias têm estabilidade nas finanças e os agricultores têm confiança para investir na produtividade. Entramos num círculo virtuoso e temos muita história pra contar em seis anos de existência. Temos muito orgulho disso”, comemorou Sylvio.
“Contratamos 5 mil hectares de cana para que a Enersugar possa moer 1,7 milhão de toneladas e, na próxima safra, temos perspectiva de 2 milhões”, finalizou o sócio.
DIVERSIFICAÇÃO – A estruturação do trabalho e a parceria sólida com o setor produtivo permite que a empresa desenvolva novos projetos em benefício do setor. Uma das iniciativas é a fábrica de biofertilizantes em parceria com a Agrion e a NovaAmérica, para aproveitar a vinhaça e a torta de filtro na produção de adubo organomineral que contribuiu para aumento da produtividade nos canaviais.
SEGURANÇA COMERCIAL E JURÍDICA

A Enersugar reconhece o agricultor como pilar do desenvolvimento econômico da região. “Nosso modelo de trabalho privilegia as relações duradouras e a parceria entre todos os envolvidos na cadeia produtiva da cana. E o agricultor é peça fundamental neste processo, pois atua na especialização, na dedicação e no cuidado com a produção que garante o desenvolvimento da agricultura e da agroindústria”, explicou o diretor-geral Melchíades Terciotti. “Atuamos para que o produtor tenha garantia de comercialização segura, rentável e promissora, garantindo a sustentabilidade nos negócios”, completou.
Entidades do setor rural e representantes das administrações municipais estão unidos na criação de um Centro de Controle voltado ao monitoramento e combate de incêndios na região. O assunto foi discutido na sexta-feira passada em Assis em reunião na sede da Associação Rural dos Fornecedores e Plantadores de Cana do Vale do Paranapanema (Assocana).
A iniciativa conta com a parceria do Civap – Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema -, presidido pelo prefeito Luis Gustavo Mendes Moraes, que esteve presente acompanhado de Fabiano dos Santos, coordenador da Defesa Civil de Palmital. Bruno Garcia Moreira, presidente da Assocana, estava acompanhado dos diretores Walter Luiz Rodrigues Martinho e Eduardo Simprini.
Representando o Civap também participaram membros da Câmara Técnica de Defesa Civil e a gerente de projetos Jéssica Diniz. Com o objetivo de tratar de estratégias conjuntas voltadas à prevenção e combate a incêndios no Vale Paranapanema, foi feito o alinhamento de ações colaborativas, especialmente no contexto do período de estiagem, quando os riscos de queimadas se intensificam.
De acordo com a Assocana, a proposta visa um sistema integrado de atuação preventiva e resposta rápida a focos de incêndio. A iniciativa reforça o compromisso do setor rural em colaborar com ações que promovam a segurança no campo, minimizem prejuízos causados por incêndios e fortaleçam a atuação conjunta entre produtores, municípios e entidades regionais.
Bruno Garcia destacou a importância da integração dos órgãos regionais para garantir a devida atenção e prevenção às queimadas que ameaçam anualmente a cultura canavieira e a atividade rural na região. “Sabemos dos desafios enfrentados durante o período de estiagem e da importância de termos um sistema eficaz, capaz de antecipar ocorrências e apoiar o combate com agilidade. Essa união de esforços é fundamental”, destacou o presidente da Assocana.
Estado de SP alerta para risco de incêndios devido à baixa umidade do ar
A Defesa Civil emitiu um alerta no início desta semana para os riscos à saúde e à possibilidade de aumento de queimadas no Estado de São Paulo. A situação foi motivada pelos níveis críticos de Umidade Relativa do Ar (URA), com valores inferiores a 30% em boa parte do território paulista, índices considerados perigosos à saúde humana, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com dados do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro), órgão do governo do Estado que mantém estação automática no Horto Florestal Estadual de Sussuí, Palmital teve um final de semana muito seco. Na última sexta-feira, a umidade foi de apenas 22,8%. No sábado, foi de 24,3% e, no domingo, de 23,4%. A segunda-feira registrou 25,4% no período da tarde.
O IPMet/Unesp, que faz o monitoramento climático na área entre Bauru e Presidente Prudente, estima que esta semana em Palmital e região continuará muito seca, com o tempo esquentando até o próximo domingo, quando as temperaturas devem ficar entre 18°C e 32°C, com níveis de umidade entre 20% e 30%. A previsão é que, na próxima segunda-feira, o tempo mude e haja a ocorrência de chuvas.
Antônio Carlos Viesser, diretor-industrial da Usina Enersugar, foi um dos homenageados na edição 2025 do Prêmio Visão Agro Centro-Sul. A premiação aconteceu na noite da terça-feira da semana passada (15/07), em Piracicaba, em reconhecimento ao trabalho de autoridades, empresários e profissionais de diversas regiões que se destacam no setor bioenergético. O evento também reforçou as iniciativas voltadas à pesquisa, inovação e desenvolvimento sustentável no interior paulista.
O prêmio, realizado há mais de 20 anos pela AR Empreendimentos e pela Visão Agro, foi marcado por emoção e valorização aos que contribuem para moldar o agronegócio do país. O principal homenageado na noite foi o ex-ministro da Agricultura e professor emérito da FGV, Roberto Rodrigues. Ele, que foi presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Única), recebeu o prêmio na categoria Hors Concours, reservado a personalidades cuja contribuição transcende os marcos convencionais do setor.
“Eu não imaginava mais, nessa idade, receber um prêmio assim. Mas é uma alegria. Tudo que fiz na vida foi com prazer. Nada foi difícil. Apenas fiz o que eu achava que tinha que ser feito”, disse Roberto Rodrigues. “Sempre digo que o segredo está em três coisas: gostar do que faz, levantar todo dia com vontade de trabalhar e saber fazer bem-feito. E também é preciso sorte, mas sorte é estar preparado quando o trem passa pela estação. Não adianta reclamar que não teve oportunidade se você não estava lá para embarcar”, completou.
“Esse prêmio é o reflexo da energia, do compromisso e da paixão das pessoas que fazem o agro acontecer. Celebramos aqui a inovação, a seriedade e o olhar voltado ao futuro de cada um que compõe essa cadeia”, destacou Alexandre Ramos (Mahal), presidente da Visão Agro. Antônio Viesser subiu ao palco do evento para receber a premiação entre os “Melhores Gestores”. Houve ainda a entrega de troféus nas categorias “Referência em Liderança”, “Personalidades”, “Área Administrativa”, “Área Agrícola”, “Área Industrial” e “Usinas Destaque”. Antônio Viesser, que é peça-chave no processo de crescimento da Usina Enersugar nos últimos anos, destacou a importância do reconhecimento e a satisfação em representar a empresa na premiação. “Para mim, como profissional, é uma satisfação receber o Visão Agro devido à quantidade de gestores no mercado. E você ser um dos escolhidos é muito gratificante. O resultado mostra ainda que a Enersugar está no caminho certo de seu desenvolvimento, pois os profissionais contribuem para consolidar cada vez mais os resultados”, comemorou.
Em meio ao cafezal, no município de Tomazina, a 306 quilômetros de Curitiba (PR), Edésio Luiz de Souza lembra-se claramente das tristes cenas que viu nas primeiras horas do dia 18 de julho de 1975, quando os 2.500 pés de café que ele cultivava amanheceram completamente queimados pela geada que atingiu todo o Paraná e o Estado de São Paulo naquela madrugada. O fenômeno ocorrido há 50 anos também afetou Palmital e a região do Vale do Paranapanema.
“Parece que foi ontem. Quem viveu aquilo jamais se esqueceu. Tudo estava morto, congelado. Eu nunca tinha visto coisa igual e nunca mais vi uma geada tão brava”, conta o cafeicultor, atualmente com 80 anos de idade.
Geada negra no Paraná
Em Londrina, a maior cidade do interior do Paraná, a 192 quilômetros de Tomazina, o engenheiro agrônomo e pesquisador Tumoru Sera se emociona ao se recordar da paisagem fúnebre que se avistava em todo o horizonte naquele amanhecer de 50 anos atrás.
Na época com 24 anos de idade, ele já era pesquisador do então Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e havia se dedicado, no dia anterior, quando um vento frio e insistente chegou à região no fim da tarde, a tentar salvar as plantas do experimento que mantinha, protegendo-as, fazendo sobre elas uma espécie de “casa” com plantas de milho ou cobrindo com terra os troncos dos cafeeiros mais novos.
Sera conseguiu preservar parte do café que desenvolvia para ser resistente ao fungo que causa a doença conhecida como ferrugem, mas na propriedade dos pais dele, Jitsuo Sera e Shige Kuwano Sera, tudo se perdeu.
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A geada negra de 1975 foi causada por uma massa de ar polar que derrubou as temperaturas, fez nevar em Curitiba em 17 de julho e avançou com intensidade “mapa do Brasil acima”, causando os maiores danos na madrugada do dia seguinte, 18 de julho.
O Norte do Paraná se desenvolveu a partir dos anos 1930 graças à riqueza dos cafezais, que tornaram o Estado o principal produtor do país, a ponto de chegar, em 1962, a responder por 64% de toda a produção nacional, segundo Hugo Godinho, engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento.
Apesar das perdas para o frio, os cafeicultores insistiam na atividade porque nos anos bons a produção era grande, tanto que o governo federal passou a incentivar a erradicação de cafeeiros e a diversificação de culturas.
Em 1975, de acordo com o pesquisador Irineu Pozzobon, em seu livro “A epopeia do café no Paraná”, havia 942 mil hectares cobertos por cafezais no Estado, com 900 milhões de pés de café, respondendo por 34% da produção nacional. E praticamente nenhum deles resistiria à geada de 18 de julho, considerada a pior da história. Tanto que a safra do ano seguinte, 1976, seria considerada como zerada em produção.
No Estado de São Paulo, a Secretaria de Agricultura informou aos jornalistas nos dias seguintes ao fenômeno que 200 milhões de cafeeiros foram prejudicados.
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Agrometeorologista e pesquisadora do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), Heverly Morais explica que a geada negra recebe esse nome pelo fato de deixar as plantas queimadas, pretas, como se tivessem sido atingidas pelo fogo.
Segundo ela, isso acontece por causa do vento, que faz com que, no caso do café, o frio extremo atinja o tronco da planta. “Não tem o que segura o vento, ele vence as folhas, os galhos, passa pelas frestas. E naquela ocasião ventou”, explica.
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Na madrugada de 18 de julho de 1975, a temperatura em Londrina, no abrigo, chegou a – 3,5º C. Consultando seu banco de dados, Heverly não encontra temperatura inferior a essa no município nos 50 anos seguintes. “Nunca mais fez tanto frio”.
Todo esse frio, empurrado pelo vento, propiciou que as seivas das plantas se congelassem, deixando-as mortas, queimadas. “O frio rompe e congela os tecidos vegetais e queima a planta, que fica com esse aspecto enegrecido”, detalha a pesquisadora. “Naquele dia, também houve a geada branca, que é a deposição de gelo sobre as plantas, por causa do orvalho”, complementa.
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Fonte: Revista Globo Rural
Fenômeno impulsionou mecanização da agricultura em Palmital
A partir dos anos de 1970, com as lavouras de café envelhecidas e o produto em declínio devido ao mercado internacional e à mudança de leis trabalhistas, que obrigavam a formalização dos trabalhadores, colonos e meeiros, houve início de mudança no perfil agrário, quando os pequenos sitiantes preferiam buscar trabalho para a família na zona urbana, em São Paulo e outros centros maiores.
Em 1975, uma grande geada, provavelmente a maior da história de Palmital, destruiu praticamente todas as lavouras, principalmente os cafezais que ficaram apenas nos troncos das árvores, o que causou grandes perdas e obrigou agricultores a buscar outras alternativas. Em 1977, uma geada menor, mas também devastadora, definiu uma nova etapa na atividade agrícola de Palmital.

A introdução do trigo como lavoura alternativa aconteceu no início da década de 1970, uma aposta para enfrentar as geadas do inverno e de produzir duas safras anuais, alternada com o milho. Em seguida, foi introduzida a soja de maneira experimental em várias propriedades, criando a diversificação agrícola já presente em outras regiões produtoras.
Com a consolidação da chamada agricultura de grãos de trigo, milho e soja, houve mudança no perfil agrícola e também na estrutura agrária, já que havia necessidade de áreas maiores para uso de máquinas e equipamentos, como tratores, arados, grades, plantadeiras e também colheitadeiras, cujas aquisições eram favoráveis aos proprietários mais bem estruturados e aqueles com acesso a financiamento bancário, já que havia incentivo oficial à produção de cereais.
Junto à mudança no perfil agrário, com aquisições de pequenas áreas pelos proprietários maiores, também havia incentivo ao aproveitamento das várzeas desde o final dos anos de 1960, quando foi iniciada a drenagem de áreas alagadas para aproveitamento agrícola. Nesta mesma época, as matas nativas ainda existentes praticamente desapareceram, dando lugar às grandes extensões de terras aradas para plantio de soja, milho e trigo e também a cana-de-açúcar, cujas áreas foram reduzidas, mas mantidas como opção de muitos agricultores.
Desde então, houve aprimoramento do modelo agrícola com a produção extensiva de grãos e cana-de-açúcar e reforço do modelo agrário, de maior concentração de terras entre os agricultores que modernizaram suas atividades com máquinas e equipamentos, novos cultivares e insumos para melhoria da produtividade que cresceu bastante nos últimos 50 anos.
Sem perder a característica de região com boa divisão agrária graças à manutenção da maioria de propriedades pequenas e médias, majoritariamente familiares, foram introduzidas novas tecnologias de plantio, tratos culturais e colheita, como a adoção do sistema de Plantio Direto sobre a Palha, nos anos de 1980, pela família Tronco, assim como o uso de agrotóxicos para controle de pragas e equipamentos modernos para colheitas mais rápidas e eficientes, além da melhoria do transporte em estra das rurais bem cuidadas e uso de caminhões para escoamento das safras entregues em armazéns mais próximos, tanto nas propriedades como em cooperativas e empresas particulares que se instalaram na cidade.

A adoção da chamada agricultura extensiva em algumas propriedades maiores, de mais produção por unidade e reduzida utilização de mão-de-obra, garantiu mais renda aos agricultores e fez crescer o êxodo rural com o aumento significativo da população urbana. Junto ao novo modelo de agricultura consolidada, cujas alternativas ficaram restritas ao plantio de mandioca usada em pequenas indústrias de Palmital e da região, assim como foi feita a introdução da banana, cultura incentivada por meio de cooperativa, surgiu também a preocupação ambiental e maior rigor da fiscalização sobre o uso dos recursos naturais.
Fonte: Livro “Palmital Centenária – Dos Picadões à Internet – 1920-2020”, do jornalista Cláudio Pissolito
Levantamento realizado pela equipe técnica da Assocana – Associação Rural dos Fornecedores e Plantadores de Cana do Vale do Paranapanema – mostra que aproximadamente 14% das áreas de canaviais da região foram afetadas pelas geadas ocorridas nas madrugadas de 24 e 25 de junho. O estudo, divulgado no boletim da entidade na segunda-feira, considerou lavouras que fornecem matéria-prima para as usinas Água Bonita, Raízen, Enersugar e Nova Platina.
Segundo a entidade representativa do setor sucroenergético, a impressão inicial foi que o estrago seria muito maior, já que a geada foi intensa e visível em diversas áreas do Vale Paranapanema. No entanto, depois da avaliação dos técnicos, se constatou que os danos mais severos se concentraram nas áreas de baixada, onde houve as menores temperaturas e a formação mais acentuada de gelo sobre a vegetação, segundo o gerente-agrícola da Assocana Flávio Teixeira.
As áreas mais afetadas precisam agora ser colhidas com prioridade, afirma nota emitida pela Assocana. Segundo a entidade, a “queima” da cana pela geada ocorre de cima para baixo e, quanto mais tempo se espera, maiores são as perdas em ATR (Açúcar Total Recuperável) e TCH (Toneladas de Cana por Hectare) devido ao aumento do desponte (técnica de remoção da parte superior da planta para retirar o segmento deteriorado e garantir a qualidade da matéria-prima destinada à indústria).
A Assocana reforça a importância da colaboração dos produtores neste momento de crise decorrente de fatores climáticos, evitando a colheita nas áreas não afetadas pelas geadas enquanto houver cana em processo de deterioração esperando para ser socorrida. “Isso permite que as usinas atendam com mais agilidade a todos os fornecedores afetados. A equipe técnica segue acompanhando as áreas e reforça seu compromisso de apoio aos produtores”, concluiu nota divulgada pela entidade.
Com o patrocínio de diversas empresas, incluindo a Usina Enersugar, o AgTech Vale foi realizado nesta semana com a proposta de impulsionar a inovação e a tecnologia do agronegócio na região. O encontro reuniu especialistas do setor na sede da Acia – Associação Comercial e Industrial de Assis – em palestras, painéis e troca de experiências em diversos segmentos do agronegócio no Vale do Paranapanema. Representantes da Enersugar participaram dos três dias da programação.

Com apoio de órgãos públicos e instituições de pesquisa, o evento reuniu especialistas do agronegócio, empreendedores, empresários, inovadores, investidores, produtores rurais e pesquisadores com o objetivo de apontar soluções tecnológicas e estratégias sustentáveis para o setor agropecuário da região. A Enersugar montou estande no evento, que teve como tema geral “Inovação e Tecnologia”.


MULHER – O primeiro dia do AgTech, na quarta-feira (09/07), teve programação dedicada exclusivamente ao protagonismo feminino com o tema “O Vale Mulher – Valorização e Liderança”. Um dos destaques foi o painel “O Papel da Mulher na Sucessão Familiar no Agro”, mediado por Kátia Rezende Barbosa e participação da produtora rural e advogada da Enersugar Camila Zanon.
A representante da usina citou os desafios de iniciar a transição dos negócios junto com a irmã e contou que atualmente atuam na administração da propriedade da família em conjunto com o pai e o marido, que também é agricultor. Camila disse que a experiência é muito enriquecedora para sua profissão, pois também pode orientar clientes e parceiros da Enersugar sobre a gestão compartilhada dos negócios.

TECNOLOGIA E PRODUTIVIDADE – O segundo dia da programação, na quinta-feira (10/07), contou com painéis e exposições referentes ao “Território, Tecnologia e Produtividade”. Marcelo Avanzi, gerente administrativo da Enersugar, participou do painel “Vale no Radar Nacional”, que analisou a região como polo estratégico de produção e riqueza no agro brasileiro.
Marcelo citou a importância histórica da região no contexto da agricultura nacional e lembrou o falecido agrônomo e líder ruralista Dorival Finotti, fundador da Enersugar, que com visão estratégica e idealista do agronegócio, considerava o Vale do Paranapanema como ideal para a produção agrícola, principalmente a cana-de-açúcar.

FUTURO DO AGRO – As atividades de sexta-feira (11/07) foram voltadas ao tema “Mercado, Valorização e Visão de Futuro” e o gerente Marcelo Avanzi foi novamente um dos debatedores, desta vez no tema “Influência do plantio na produtividade regional do Vale”. O gerente agrícola Valter Sticanella participou do debate “Conectividade no Campo”, que discutiu as inovações tecnológicas para o aprimoramento dos trabalhos no agronegócio. O representante da Enersugar enfatizou a tecnologia como instrumento de monitoramento das lavouras e para agilização do trabalho de combate a incêndios nos canaviais.
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Na tarde de sexta-feira (11/07), o gerente-financeiro da Enersugar João Dias integrou o painel “Crédito Inteligente para um Agro Sustentável” e o acionista Sylvio Ribeiro participou do encerramento que reuniu lideranças das maiores empresas da região e o prefeito de Palmital e presidente do Civap, Luis Gustavo Mendes Moraes, para discussão do tema “Visão Estratégica: O Vale do Paranapanema em 2035”. O encerramento focou o planejamento regional e as perspectivas de desenvolvimento do agronegócio para a próxima década.

Um curto-circuito no sistema elétrico de uma propriedade rural provocou a morte de 32 vacas na noite de segunda-feira (07/07), em Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná.
O acidente ocorreu na fazenda do produtor rural Edenir Adenor Zeahrsfass, no distrito Iguiporã. Imagens gravadas por ele mostram os animais mortos na sala de trato e no pasto. Veja nos vídeos abaixo.
“Foi um curto-circuito na sala de trato, perdemos 32 vacas-leiteiras da raça holandesa”, conta o proprietário emocionado.
De acordo com ele, o prejuízo estimado está entre R$ 500 mil e R$ 600 mil, sem contar a produção de leite que deixará de ser gerada com a morte dos animais.
Fonte: g1
O evento AgTech Vale começa nesta quarta-feira (09/07) com a proposta de impulsionar a inovação e a tecnologia do agronegócio na região. O encontro técnico, que termina na sexta-feira, reunirá especialistas nas dependências da Acia – Associação Comercial e Industrial de Assis – em palestras, debates e troca de experiências em diversos segmentos do agro no Vale do Paranapanema.
A programação reúne renomados palestrantes, startups, investidores, produtores rurais, pesquisadores e representantes do setor público, com o objetivo de apontar soluções tecnológicas e estratégias sustentáveis para o setor agropecuário da região.
Com o tema “Inovação e Tecnologia”, o evento tem programação diversificada que inclui painéis de discussão, apresentações de cases, demonstrações tecnológicas e espaços de networking. Nesta quarta-feira (09/07), a programação inteira será dedicada ao protagonismo feminino com o tema “O Vale Mulher – Valorização e Liderança”.
Na quinta-feira (10/07), os painéis e exposições serão referentes ao “Território, Tecnologia e Produtividade”. Na sexta-feira (11/07), com o tema “Mercado, Valorização e Visão de Futuro”, haverá encontros com representantes das maiores empresas da região de Assis e autoridades, como o prefeito de Palmital e presidente do Civap, Luis Gustavo Mendes Moraes.
Os ingressos individuais para cada dia ou pacotes para toda a programação podem ser adquiridos pelo link https://linklist.bio/agtechvale.
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SÓCIO, DIRETORES E GESTORES DA ENERSUGAR PARTICIPAM DA PROGRAMAÇÃO
Representantes da Enersugar estão confirmados nos debates da AgTech Vale. Na tarde de quarta-feira, a partir das 14 horas, a advogada da usina e produtora rural Camila Zanon participa do painel “Mulheres na Sucessão Familiar”.
Na quinta-feira, o gerente-administrativo Marcelo Avanzi integra o debate “Vale no Radar Nacional”, a partir das 14h20, que discutirá como as região pode ser polo estratégico de produção e riqueza no agro brasileiro. Às 17 horas, o sócio acionista Sylvio Ribeiro participa do painel “Agroindustrialização Regional”, com o debate de como transformar matéria-prima em valor agregado.

Na sexta-feira, a programação começa às 10h10 com Marcelo Avanzi no tema “Influência do plantio na produtividade regional do Vale”. O gerente-agrícola Valter Sticanella estará às 11h30 no debate “Conectividade no Campo”. O gerente-financeiro João Dias participará do painel “Crédito Inteligente para um Agro Sustentável”, às 14h20. Sylvio Ribeiro estará no encerramento, as 16h50, com o tema “O Vale do Paranapanema em 2035”.
A Usina Enersugar atua de forma permanente na capacitação e atualização profissional de suas equipes com o objetivo de otimizar os processos internos de produção de açúcar, etanol e energia, aprimorando conhecimentos e técnicas para atuação cada vez mais eficiente e segura. Na terça e quarta-feira da semana passada (01-02/07), a equipe de gestão industrial da empresa participou do 18º Congresso Nacional de Bioenergia.
O evento, promovido pela Udop – União Nacional da Bioenergia -, foi realizado no Campus da Unip de Araçatuba e reuniu mais de 1,5 mil participantes. O evento corporativo reuniu profissionais de usinas, pesquisadores, executivos, acadêmicos, fornecedores, cientistas e empresas de tecnologia, em programação que incluiu palestras e debates de temas voltados a todos os segmentos do setor de tecnologia de energia limpa e combustíveis renováveis.

A Enersugar foi representada pelo diretor-industrial Antônio Viesser, que foi debatedor do painel “Oportunidade e melhorias no processo de produção de açúcar”, realizado na manhã de terça-feira. Também participaram do congresso, que apresentou tendências, soluções inovadoras e técnicas para melhoria das práticas no setor, os supervisores de Produção, Juliano Fadoni, de Utilidades, Oádann Nunes, de Manutenção, Rodrigo Luziano, e de Controle de Qualidade & Meio Ambiente, Elisangela Souza.
No painel Industrial, os representantes da Enersugar participaram das discussões pautadas no “Mix Açucareiro” e na “Produção de Alta Performance” junto a profissionais e lideranças consideradas referências no setor. A equipe da empresa também acompanhou debates sobre “Gestão de Pessoas e Remuneração”, com temas que abordaram a liderança feminina, a administração das novas gerações, a orientação dos recursos humanos, a eficiência operacional e a retenção de talentos.

A equipe da Enersugar também integrou os debates e palestras nas áreas de operação industrial, de gestão de pessoas e de remuneração, possibilitando a aquisição de conhecimentos de temas atuais e de extrema relevância para o setor sucroenergético.
Com mais uma experiência imersiva em evento técnico, profissional e acadêmico, os gestores da Enersugar trocaram informações, conheceram práticas bem sucedidas de outras usinas e integraram o networking em novas oportunidades de ampliação do conhecimento e das experiências aplicadas com sucesso no setor.
Para o sócio acionista Sylvio Ribeiro do Valle, que representou na Enersugar na noite de segunda-feira da semana passada (30/06), quando a empresa foi homenageada pela Udop, o investimento permanente em atualização do conhecimento e nas novas práticas é uma das políticas de sucesso da empresa. “Investimos em conhecimento e na profissionalização das nossas equipes para manutenção da cultura da inovação que chega em grande velocidade e exige atualização permanente”, enfatizou Sylvio Ribeiro.
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