Centro de Covid de Palmital faz 78 atendimentos no primeiro dia útil após festas de final de ano
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O descaso com a prevenção ao coronavírus observado durante as confraternizações e aglomerações divulgadas nas redes sociais nas festas de final de ano já começa a mostrar efeitos no setor de saúde pública em Palmital.

No primeiro dia útil de 2021, nesta segunda-feira (04/01), 78 pessoas foram atendidas até às 16h30 com sintomas da doença no Centro de Covid que funciona na Santa Casa de Misericórdia.

A unidade, que está em atividades desde outubro do ano passado no Centro de Diagnóstico, está recebendo pacientes com quadros gripais e síndromes respiratórias.

O ambulatório, que funciona durante os dias de semana das 8 às 17 horas, conta com equipe de enfermeiros e médico para consultas, orientações e atendimentos aos pacientes, além de realizar a coleta de exames para o diagnóstico do covid-19.

Segundo a Santa Casa, o centro fez atendimento a 230 pessoas em outubro. Em novembro, quando se verificou a aceleração na transmissão pela segunda onda do coronavírus, o fluxo cresceu 43% e chegou a 329 pacientes assistidos pelo ambulatório. Em dezembro, o aumento foi de 63,5%, quando 585 doentes passaram pela unidade.

A interventora Fabiana Paes disse que, diante da elevada demanda, haverá reforço na equipe do Centro Covid a partir desta terça-feira (05/01).

Ela informou que foram realizados 10 coletas de swab (secreção nasofaríngea) e oito testes rápidos, cujos resultados ainda não foram divulgados pela Vigilância Epidemiológica Municipal.

Os demais casos foram orientados a retornar posteriormente, pois há prazos previamente definidos para a coleta de exames a partir do aparecimento dos sintomas.

Fabiana destacou que a unidade da Santa Casa atende apenas pacientes com sintomas e que, em caso de suspeita, pessoas assintomáticas devem procurar as unidades básicas.

A interventora lembrou ainda que a ala de isolamento do hospital, que tem 9 leitos, está atendendo 4 pacientes atualmente. Outra agravante, informou, é que as UTIs da região para a doença estão lotadas e não têm mais vagas para receber pacientes graves.

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