Cientista brasileira que criou um pequeno equipamento capaz de detectar precocemente o câncer de mama permanece no anonimato
Pesquisa revolucionária não alcança repercussão junto ao público
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Cláudio Pissolito

Interesse pelas pesquisas científicas perdem espaço para assuntos menos relevantes e até para os banais, relacionados à música e ao entretenimento

Notícias relacionadas aos craques do futebol Neymar ou Gabigol, informações sobre o falecido apresentador Gugu Liberato ou de cantoras como Anita e às muitas duplas sertanejas que frequentam os principais programas de televisão e rádio, são sempre muito bem vindas ao público brasileiro que responde a elas com enorme audiência.

Os nomes e as imagens das chamadas celebridades são bastante conhecidos e imediatamente identificados pelos fãs que não economizam elogios e estão sempre acompanhando cada passo de seus ídolos pelas redes sociais.

Entretanto, uma legião de trabalhadores anônimos, os cientistas com anos de estudos e pesquisas, quase sempre confinados em laboratórios, a maioria abrindo mão da convivência com amigos e familiares e do lazer, não recebem qualquer tipo de reconhecimento e muito menos de incentivo do público.

Relegados ao ostracismo, continuam desenvolvimento trabalho importante, que deveria orgulhar cada brasileiro que valoriza assuntos que de fato são de interesse coletivo. Entre essas injustiças aparece um nome desconhecido, a da pesquisadora-cientista Cecília de Carvalho Castro e Silva, de 33 anos.

Atuando como pesquisadora na Unicamp – Universidade de Campinas, em 2015 ela desenvolveu um pequeno equipamentos capaz de detectar a formação de um câncer de mama até seis meses antes que algum nódulo tenha aparecido.

O dispositivo, que tem o tamanho de uma moeda, possui 64 sensores. Segundo os pesquisadores, quando ele recebe sangue, transforma reação química em corrente elétrica e a partir de gráficos, mostra a concentração de uma proteína que se multiplica quando a doença aparece: a HER2.

O aparelho, simples e barato, pode salvar vidas e gerar economia nos tratamentos oncológicos caros e traumáticos, mas as notícias sobre esses temas, incluindo esta produzida especialmente para mostrar o desinteresse das pessoas pelas causas de fato importantes, normalmente são relegadas e muito menos comentadas, quanto mais compartilhadas.

Para quebrar essa regra, você caro leitor, que chegou até esse ponto do texto, está convidado a fazer uma experiência e compartilhar com amigos que também se interessam pelos assuntos mais relevantes, assim como com aqueles que preferem informações ligadas ao entretenimento e lazer.

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