Comemoração dos 50 anos do homem na Lua prepara mundo para o próximo destino: Marte
Compartilhe

Há 50 anos, no dia 20 de julho de 1969, a nave da missão americana Apollo 11 pousou na Lua. O mundo inteiro parou para ver o momento histórico que foi transmitido ao vivo pela TV e assistido por mais de 500 milhões de pessoas ao redor do globo. Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar na Lua.

 

“É um pequeno passo para [um] homem, um salto gigante para a humanidade”, disse o astronauta Neil Armstrong.

 

A Lua foi o ponto de chegada de uma competição que tinha começado décadas antes. A largada da corrida ao Espaço começou no fim da Segunda Guerra Mundial e nos anos seguintes, com a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética, virou uma competição entre superpotências.

 

Quem alcançaria os maiores avanços em armamento nuclear? E na conquista do Espaço?

Agosto de 1955: Estados Unidos anunciam que lançariam um satélite à Lua e a União Soviética responde que faria isso em breve;

4 de outubro de 1957: os soviéticos saem na frente e lançam o Sputnik 1, o primeiro satélite artificial na órbita terrestre;

12 de abril de 1961: o astronauta soviético Yuri Gagarin é o primeiro homem a viajar no Espaço. Deu uma volta completa na Terra;

20 de julho de 1969: a missão Apollo 11 pousa na Lua.

 

Os americanos correram atrás do prejuízo e com Neil Armstrong, os Estados Unidos venciam a corrida. O astronauta fincou a bandeira do único país que, até hoje, enviou homens à Lua. Até dezembro de 1972, foram 12 astronautas.

 

Agora, numa nova corrida espacial, outras bandeiras devem ser fincadas com uma diferença importante: não devem chegar só pelas mãos dos governos.

 

Os chineses estão incentivando a participação de pequenas empresas privadas nos projetos. Em janeiro de 2019, eles foram a terceira nação a pousar uma sonda na Lua, levando o módulo Chang’e 4 ao chamado lado oculto, onde nenhum outro tinha chegado antes.

 

A Agência Espacial Europeia (ESA) fechou parceria com empresas para desenvolver um projeto de mineração do solo lunar, até 2025. Nos Estados Unidos, a Nasa já anunciou que vai abrir a Estação Espacial Internacional para turistas a partir de 2020.

 

Em março passado, uma cápsula da empresa privada SpaceX, em parceria com a Agência Espacial Americana, cumpriu uma missão de teste, comprovando a possibilidade de enviar passageiros.

 

Os Estados Unidos querem ficar a bandeira mais longe ainda: em Marte. O caminho está sendo preparado com o projeto de voltar à Lua em 2024; desta vez, desembarcando a primeira mulher.

 

Até lá, a Nasa faz um convite: “Se você é uma empresa privada ou até um pequeno país e quer levar um módulo espacial, seja bem-vindo. Nós lhe apoiamos pra fazer um sistema compatível e ter acesso à superfície da Lua”, afirma o administrador da agência, Jim Bridenstine.

 

Em julho de 2019, essa nova corrida espacial não para e a meta é Marte 2035. Confira a primeira reportagem completa acima.

 

O sucesso nos testes de empresas privadas ajudou a decolar a proposta de parceria com a Nasa. A empresa Astrobotic foi uma das três contratadas pela Agência Espacial Americana para fazer voos comerciais.

 

O presidente da companhia, John Thornton, comemora: “Nós tivemos um problema excepcionalmente desafiador, porque o que estamos fazendo, foi feito apenas por três superpotências que pousaram sondas na Lua.”

 

A Astrobotic começou há 12 anos como uma startup, ganhou prêmio de robótica e acaba de ser escolhida para uma viagem à Lua, em julho de 2021. É um contrato de US$ 79 milhões com a Nasa.

 

Thornton conta que para convencer a agência espacial, foi preciso montar uma base de clientes e criar uma linha de produto que comporte a rotina de voos para a superfície da Lua.

 

Faz 46 anos que um módulo, como o Peregrine, não é enviado pelos Estados Unidos para a superfície lunar. Agora, ele vai levar cargas contratadas por empresas privadas: será o primeiro correio espacial.

 

A Astrobotic vai contratar um foguete para o lançamento. O módulo Peregrine vai ficar na ponta do foguete e se desconectar quando estiver chegando à Lua. Na primeira missão, serão levadas 27 cargas, sendo 14 da Nasa e 13 da iniciativa privada.

 

O módulo vai pousar numa cratera onde nunca se chegou antes. O diretor do projeto, Sharad Bhaskaran, explica que antenas vão transmitir os dados colhidos por pequenos robôs e câmeras.

A Astrobotic também vai levar produtos e marcas que indústrias queiram colocar na Lua – e até encomendas individuais.

 

“O mote da nossa companhia é tornar a Lua acessível para o mundo. Nós temos um programa chamada HDL Moon Box onde pessoas, como eu e você, podem, por algumas centenas de dólares, enviar pequenos momentos para a superfície lunar. Antes você tinha que ser um astronauta, como Charlie, que, ao pousar na Lua, deixou uma foto da sua família. Agora eu e você podemos ter a mesma experiência”, afirma John Thornton.

Fonte: O Globo

Compartilhe

Deixe uma resposta