Covid e Dengue, recordes negativos
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“…autoridades sanitárias muito pouco se fazem presentes e que as pessoas muito pouco se importam com os riscos…”

Os números são imprecisos, pois muitos sequer procuram atendimento médico mesmo apresentando sintomas, enquanto outros são os assintomáticos, que contraem a doença e não percebem, pois não lhes causa alterações no organismo.

Entretanto, diante dos números oficiais, aqueles de fato notificados e contabilizados pelas redes municipais de saúde, em 2020 Palmital aparece à frente da maioria dos municípios, tanto em casos de Dengue como de Covid-19, a epidemia viral que assola todo o Planeta.

O mais grave é que, no caso da Dengue, somos o primeiro da região em números absolutos e não apenas proporcionalmente.

Essa constatação, confirmada pela contagem oficial de doentes infectados por ambas as doenças, deve servir de alerta para as autoridades e também para a população, pois existe uma relação de causa e efeito que torna uma cidade de 22 mil habitantes portadora do desonroso recorde no Centro Oeste Paulista.

Como ambas as infecções são virais, causadas pela transmissão entre pessoas ou pelo mosquito Aedes Aegypt, para interromper o ciclo negativo das doenças basta que haja mais cuidado com distanciamento social, uso de máscaras e medidas de higiene doméstica e pública.

A relação causa-efeito se verifica no poder público pela falta de regras bem definidas, de fiscalização eficiente e punição exemplar para aqueles que expõem suas vidas e também a de terceiros ao risco das doenças.

Já por parte da população, é necessária a conscientização e o cuidado para com a proteção pessoal e também a de terceiros, incluindo os próprios familiares.

Entretanto, o que se constata é que as autoridades sanitárias muito pouco se fazem presentes e que as pessoas muito pouco se importam com os riscos que estão correndo.

Diante da nossa cultura individualista, preconceituosa e de enorme irresponsabilidade, considerando que essa forma de pensar e agir está presente junto às autoridades e também no meio social, o uso de máscara pode ser uma manifestação de rechaço ao semelhante, quando é uma forma de proteção mútua.

Por outro lado, a fiscalização oficial pode ser considerada como uma forma de autoritarismo antipático que as autoridades não desejam externar. Enquanto isso, contabilizamos doentes e mortos.

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