Compartilhe

A caridade é algo que a que os bons costumes afirmam, que a religião ensina e que a fé espera. Não é um consenso, porém, a compreensão, o entendimento e a forma, com que a caridade é praticada.

Debaixo dos interesses mais diversos, a caridade é identificada, quase que imediatamente, como: dar algo a alguém que esteja precisando. Pessoas e instituições se mobilizam diante de emergências humanitárias, situações especiais, catástrofes, apelos sociais, problemas familiares e, até mesmo, casos particulares, para socorrer, ainda que a distância.

Gestos revestidos de generosidade, disponibilidade, sensibilidade e desprendimento alcançam, por todo o mundo, pessoa e ambientes em suas misérias, urgências e necessidades.

A caridade desperta as pessoas umas para as outras e cria relação de proximidade. Mas, a caridade não pode ser identificada, apenas, como dar coisas. A caridade é muito maior! Dar coisas é muito fácil! Nem precisa muito esforço. Pode até ser benéfico e interessante para o doador. Difícil e exigente, porém, é dar-se ao mesmo tempo em que as coisas são dadas.

Dar de si! Dar o melhor, não o que sobra! Esta é a perspectiva da fé.

A Bíblia identifica caridade com amor porque, caridade não é uma simples ajuda. É uma ato-atitude de fé, fruto de uma profunda convicção de amor. Sabendo que a causa e o efeito de uma ação caritativa vai além do tempo e do espaço; é duradoura; é permanente; não é por causa de um momento; não é, tão somente, por causa de uma pessoa; não é por causa de um interesse. A caridade é o amor em ação!

Alguns textos bíblicos nos ajudam a compreender a verdade do amor-caridade

O amor é o fundamento: “Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e dos anjos, se eu não tivesse o amor, seria como sino ruidoso ou como címbalo estridente. Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência; ainda que eu tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse o amor, eu não seria nada. Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse o amor, nada disso me adiantaria. O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará” (1Cor 13,1-8).

O conselho bíblico. “Saibam de uma coisa: quem semeia com mesquinhez, com mesquinhez há de colher; quem semeia com generosidade, com generosidade há de colher. Cada um dê conforme decidir em seu coração, sem pena ou constrangimento, porque Deus ama quem dá com alegria” (2Cor 9,6-7).

O exemplo da viúva. “Jesus estava sentado diante do Tesouro do Templo e olhava a multidão que depositava moedas no Tesouro. Muitos ricos depositavam muito dinheiro. Então, chegou uma viúva pobre, e depositou duas pequenas moedas, que valiam uns poucos centavos. Então Jesus chamou os discípulos, e disse: ‘Eu garanto a vocês: essa viúva pobre depositou mais do que todos os outros que depositaram moedas no Tesouro. Porque todos depositaram do que estava sobrando para eles. Mas a viúva na sua pobreza depositou tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver’” (Mc 12,38-44)

O Sinal de Cristo. “De fato, Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas (…). Ele entrou no próprio céu, a fim de apresentar-se agora diante de Deus em nosso favor. Ele não teve que se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote que todos os anos entra no santuário com sangue que não é seu. Se assim fosse, ele deveria ter sofrido muitas vezes desde a criação do mundo. Entretanto, ele se manifestou uma vez por todas no fim dos tempos, abolindo o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Hb9,24-28).

Das muitas coisas que o amor ensina, uma das mais importantes, é a caridade. Aprendamos com o amor!

Compartilhe

Deixe uma resposta