Delegado descarta legítima defesa no assassinato de jovem
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A Polícia Civil de Palmital concluiu o inquérito sobre o homicídio do soldador Victor Gabriel Rodrigues Miranda, de 21 anos, morto a facadas durante briga de bar no bairro São José, e apontou que o pedreiro Arlei Modesto Nascimento, de 41 anos, agiu por motivo fútil e utilizou meio que impossibilitou a defesa da vítima, mesmo com a alegação de legítima defesa por parte do acusado.
Após o crime, ocorrido na madrugada de 10 de março, também houve a prisão de um rapaz de 27 anos que se dizia “irmão” da vítima e que efetuou disparos contra policiais militares depois de ser impedido de entrar na cena do crime.
De acordo como delegado Giovani Bertinatti, titular da Delegacia de Palmital, há provas robustas de que Arlei matou Victor por motivo fútil, que é o motivo desproporcional ao resultado, e não agiu em legítima defesa. “Ele agiu contra pessoa desarmada que não teve condições de se defender”, garantiu. “A vítima não estava armada e, conforme apuramos, não tinha costume de portar facas. Arlei havia esfaqueado outra vítima e foi condenado por tentativa de homicídio em 2002”, acentuou.
O delegado revelou também que já apurou a motivação do crime, que teria como causa as brigas de Victor com amigos de Arlei. “Ouvimos pessoas próximas aos envolvidos e outros que teriam sido agredidos pela vítima em outras oportunidades. Porém, descartamos que eles tivessem envolvimento no crime, mesmo que de modo intelectual”, afirmou Bertinatti.
Pela gravidade do crime cometido por Arlei, que foi preso na sexta-feira da semana passada depois de ter ficado quase uma semana foragido, o delegado o indiciou por homicídio qualificado por motivo fútil e meio que dificultou a defesa da vítima. O delegado disse ainda que pediu à Justiça a manutenção da prisão preventiva do assassino até o fim do processo. “Se houver concordância do Ministério Público e do Poder Judiciário, a partir das conclusões do inquérito ele deverá ir a Júri Popular e ser condenado a até 30 anos de reclusão”, afirmou.
O chefe da Polícia Civil também avaliou a situação do jovem que atacou a PM. “Referentemente à conduta do indiciado que efetuou disparos contra os policiais e danificou a viatura, a gravidade do fato fala por si, de modo que atentar contra a vida de policiais que representam a última barreira entre o bem e o mal é atentar contra toda a sociedade”, enfatizou.
Segundo informou Bertinatti ao JC, o acusado foi indiciado por tentativa de homicídio qualificado por atentar contra agentes de segurança pública, resistência e dano qualificado, também devendo ter a prisão preventiva confirmada e ser submetido a Júri Popular.

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