Ato foi publicado no Diário Oficial do DF nesta sexta-feira (11). Mulher e dois filhos do delegado também foram presos por tráfico de drogas.
O delegado da Polícia Civil do Distrito Federal Marcelo Marinho de Noronha foi exonerado, nesta sexta-feira (11), de um cargo comissionado que possuía na Comissão Permanente de Disciplina (CPD) da corporação. Ele foi preso em 4 de dezembro, por tráfico de drogas, depois que investigadores encontraram uma plantação de maconha em uma chácara do delegado, em São Sebastião.
Além de Marcelo, a mulher e dois filhos dele também foram presos. A defesa pediu a liberdade dos suspeitos. Acionada pelo G1, a defesa do delegado não quis comentar as acusações.
O ato de exoneração foi publicado no Diário Oficial desta sexta, mas a medida tem efeito a partir do dia da prisão.
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Investigação
Segundo a Polícia Civil, Marcelo Marinho de Noronha produzia maconha ‘em escala industrial’. A operação foi conduzida pela Corregedoria-Geral da corporação e apreendeu 128 pés da droga e R$ 3,5 mil em espécie.
A investigação durou dois meses e teve início após uma denúncia anônima. No imóvel, na região de Nova Betânia, os agentes encontraram estufas, sementes da espécie cannabis sativa e iluminação artificial, que seria usada para potencializar o crescimento das plantas.
Ao transformar a prisão em flagrante dos suspeitos em preventiva – por tempo indeterminado –, o juiz Evandro Moreira da Silva cita o “método sofisticado de produção dos entorpecentes”. Segundo o documento da Justiça, a família possuía “um arsenal de equipamentos que possibilitariam o plantio em larga escala”.
“A grande quantidade de plantas encontradas no local está a indicar, ao menos neste momento indiciário, a configuração do delito de tráfico, e não apenas a de produção para uso próprio da substância.”
Antes de atuar na Comissão Permanente de Disciplina, Marcelo Marinho de Noronha foi diretor da Penitenciária do Distrito Federal II (PDF II) e delegado-chefe da 10ª Delegacia de Polícia, no Lago Sul.
FONTE: G1













