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“…o sábio ditado ensina que “muito ajuda quem não atrapalha”…”

A obrigatória e muito necessária veiculação de uma notícia negativa, mesmo que seja de um fato grave, como foi a do possível fechamento da Santa Casa de Misericórdia de Palmital, faz surgir os aproveitadores de situações extremas que buscam alguma vantagem política ou simplesmente publicitária. A informação tornada pública, que deveria preocupar as principais lideranças políticas e empresariais e causar a convergência de esforços no sentido de buscar alternativas e de iniciar o chamamento de todos em defesa da causa, acaba se transformando em bandeira daqueles que sempre apostam no caos.

Fato semelhante ocorreu há mais de dois anos, quando em 2016, após o período eleitoral, funcionários da mesma Santa Casa deflagraram greve reivindicando salários atrasados e vereadores apoiaram o movimento empunhando cartazes e publicando textos na internet. Logo depois, foi a vez de uma suposta greve de fome ganhar o noticiário nacional, sem que essas manifestações trouxessem qualquer benefício à causa da saúde pública da cidade ou aos trabalhadores. Todas as manifestações foram inócuas e serviram unicamente aos interesses pessoais daqueles que se aproveitaram das crises.

Mais do que postar textos na internet, reclamar, acusar, discutir ou fazer discursos oportunistas, é preciso unir as forças políticas, empresariais e do agronegócio para uma iniciativa de projeto que de fato seja viável e, assim, incentivar a população a também aderir às campanhas que porventura venham a ser iniciadas. A mesma consciência deve orientar os funcionários, que junto à população são os principais prejudicados, a não aceitar que terceiros se envolvam, façam acusações graves e depois simplesmente desapareçam sem sequer comprovar o que foi dito e muito menos apresentar uma sugestão ou oferecer colaboração.

O que se constata diante das crises que surgem com frequência é que as históricas e permanentes rixas políticas existentes em Palmital e a falta de sintonia entre os órgãos e instituições públicas e privadas estão relegando a cidade ao atraso. É bom lembrar que, já nos anos de 1920, Palmital disputava liderança na produção de café com Assis. Nos anos de 1960, a concorrência foi com Cândido Mota e, atualmente, estamos perdendo espaço para cidades menores. E, como o sábio ditado ensina que “muito ajuda quem não atrapalha”, basta que os aproveitadores de plantão não prestem mais desserviços públicos à nossa cidade.

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