Suspeito, que é coronel aposentado da PM, se apresentou na delegacia na noite desta quarta-feira (3). Crime aconteceu no domingo (31), quando a vítima chegava para trabalhar.
O dono de um motel suspeito de matar um dos seus funcionários a tiros no domingo (31) teve a prisão temporária decretada nesta quinta-feira (4).
O suspeito Dhaubian Braga Brauioto Barbosa, de 57 anos, é coronel aposentado da PM e por isso será transferido para o presídio militar Romão Gomes, na capital paulista.
O coronel aposentado se apresentou na Central de Polícia Judiciária de Marília na noite de quarta-feira (3), onde prestou depoimento sobre o caso.
O crime aconteceu no motel, que fica às margens da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barris, quando a vítima Daniel Ricardo da Silva, de 37 anos, chegava para trabalhar na manhã do domingo. Segundo a polícia, o crime teve motivação passional.
“O autor do disparo é o policial militar da reserva e a motivação foi passional. A vítima mantinha um relacionamento com a esposa do policial, o que ficou comprovado inclusive no depoimento dela, que também é policial militar. Agora a gente trabalha para colher as provas e identificar a arma usada no crime”, afirma o delegado seccional Wilson Frazão.
Uma arma foi apreendida pela polícia no dia do crime. Na terça-feira, a equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), responsável pelas apurações do caso, encontrou um arsenal na casa do suspeito. Diversas armas foram apreendidas, entre elas um fuzil.
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A defesa do coronel reforçou que ele compareceu espontaneamente à delegacia e que está cooperando com as investigações. Informou ainda que a princípio, a defesa vai aguardar a investigação e a apresentação das provas para depois entrar com um pedido de Habeas Corpus.
Investigações
Segundo a Polícia Civil, o ajudante Daniel Ricardo da Silva foi baleado com três tiros quando chegava para trabalhar no motel.
Ainda de acordo com a polícia, a vítima morava em um cômodo nos fundos do motel. Já o suspeito mora em propriedade rural ao lado do estabelecimento.
A DIG recolheu imagens do circuito de segurança do prédio. As imagens, que não foram divulgadas, devem ajudar com a apuração do caso. Além disso, são feitas diligências para encontrar a arma do crime e testemunhas ainda serão ouvidas. A polícia também aguarda o resultado de exames periciais.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Luís Marcelo Sampaio, a polícia tem até 30 dias para concluir as investigações.
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FONTE: G1












