O equipamento inflável tem uma corda, que é puxada por uma pessoa na areia. Porém, o controlador perdeu a corda e na tentativa de resgatar o casal no mar acabou se afogando. No fim, com todos bem, os salva-vidas também riram da situação inusitada.
“Tem coisa que só acontece em Copacabana”. Foi isso que pensou o bombeiro Rafael Louzada, após ajudar no resgate de um casal dentro de uma bolha inflável, no mar de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (14).
“A gente trabalha em Copacabana e lá acontece de tudo. Nunca tá tranquilo. Céu azul, mar piscininha, mas pode esperar que sempre acontece alguma coisa”, comentou cabo Louzada.
A imagem inusitada de um casal dentro de uma bolha à deriva no mar viralizou nesta quinta-feira (20). Apesar de engraçada, a situação representou risco à vida de três pessoas, os dois dentro da bolha e do controlador do equipamento.
“Eles demoraram a perceber que a vida deles estava em risco. Só perceberam quando a gente resgatou o responsável pelo equipamento. Eles (o casal) não perceberam que estavam em risco. Quando saíram tomaram um susto, mas ainda bem que todos ficaram bem”, disse o bombeiro.
A bolha, uma espécie de brinquedo aquático que virou atração turística recente em Copacabana, é colocada na água e fica presa por uma corda, controlada por uma pessoa na areia.
No dia do acidente, o rapaz que controla o equipamento deixou a corda escapar. No desespero, ele mergulhou no mar para evitar que a bolha fosse mais para o fundo. Contudo, segundo os bombeiros que participaram do resgate, o homem não sabia nadar e acabou se afogando.
“Ele perdeu a corda e tentou entrar para empurrar a bolha para fora. Só que ele não tinha noção nenhuma de mar, de natação de nada. (…) Ele tava afundando. Um dos salva-vidas foi na direção da bolha e eu e mais outro colega fomos para salvar o rapaz”, explicou Louzada.
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Cabo Louzada, cabo Paulino e soldado Souza foram os responsáveis por resgatar o casal à deriva — Foto: Arquivo pessoal
O resgate foi feito pelos salva-vidas cabo Louzada, cabo Paulino e soldado Souza, que atuam no posto 3 da praia de Copacabana. Segundo Louzada, o mar nesse dia estava tranquilo e o acidente foi por “negligência” do operador.
“No final, deu tudo certo. Mas o operador deu mole”, completou Louzada.
Fonte: G1













