Empresário afirma ter pago R$ 800 mil em dívida de R$ 25 mil antes de homicídio de credor em Marília

A Polícia Civil investiga um caso que, segundo a própria investigação, saiu do campo da dívida e terminou em morte. O empresário Marcelo Alves da Costa, de 37 anos, e o irmão, Marcos Alves da Costa, 39, estão presos acusados de matar Rafael Francisco Alves Ferreira, também de 37 anos, em Marília.

Após o crime, o corpo foi colocado no carro da vítima e incendiado em uma estrada de terra, em Pompeia. De acordo com o depoimento prestado à polícia, tudo começou com um empréstimo de R$ 25 mil, feito em novembro de 2024. Mesmo após o pagamento de R$ 33 mil, a dívida continuou crescendo e teria chegado, segundo o acusado, a R$ 75 mil.

A partir daí, a relação teria se transformado em um pesadelo financeiro. Marcelo afirmou que entregou cerca de R$ 800 mil entre dinheiro, veículos, motocicletas e imóveis para tentar quitar o débito, sem sucesso. Segundo o relato, o credor passou a frequentar diariamente a empresa da família, interferindo em negociações, retendo valores de clientes e mantendo controle sobre o funcionamento do negócio. Três carros e quatro motos teriam ficado em posse da vítima.

No dia do crime, Rafael foi até a empresa para cobrar a dívida. A situação saiu do controle dentro do banheiro do local. Conforme a investigação, houve agressões físicas e tentativa de retirar um dos envolvidos à força.

A Polícia Civil aponta que o carro da vítima estava estacionado em frente à empresa com o porta-malas aberto, o que reforça a suspeita de intimidação. Durante a confusão, o irmão do empresário interveio e atingiu Rafael com um martelo. Ele morreu no local.

Após o homicídio, os envolvidos colocaram o corpo no veículo da vítima, seguiram por uma estrada rural até Pompeia e incendiaram o automóvel com gasolina, numa tentativa de ocultar o crime. Antes disso, objetos que estavam com a vítima, possivelmente joias, foram retirados e depois apreendidos pela polícia.

A investigação apura a suspeita de agiotagem, já que, mesmo com pagamentos constantes, a dívida apresentava crescimento contínuo. Os irmãos foram presos no sábado (17/01), passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão convertida em preventiva. Eles estão no CDP de Álvaro de Carvalho. O caso segue sob investigação.

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Cláudio Pissolito

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