O município de Araraquara, na região de São Carlos, confirmou na terça-feira da semana passada (24/02) o primeiro caso de Mpox (conhecida popularmente como varíola dos macacos) no Estado de São Paulo. A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual da Saúde, que acompanha o paciente e reforça a necessidade de atenção diante da circulação da doença no interior paulista.
Segundo o órgão, o paciente é da faixa etária de 25 a 27 anos e está em acompanhamento médico, em isolamento, apresentando quadro estável. A confirmação acende alerta para medidas de prevenção e monitoramento, já que a doença pode se espalhar por contato próximo e exige cuidados específicos.
Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde informou que o Brasil contabiliza 90 casos ativos de Mpox, distribuídos em diversos estados. Recentemente, mais duas unidades da federação passaram a integrar a lista de registros, ampliando a preocupação das autoridades sanitárias.
A Mpox é causada por um vírus da mesma família da varíola humana, mas geralmente apresenta sintomas mais leves, como febre, dor de cabeça, lesões na pele e aumento dos gânglios linfáticos. Apesar disso, especialistas reforçam que o acompanhamento médico é essencial para evitar complicações.
As autoridades de saúde recomendam que pessoas com sintomas suspeitos procurem atendimento imediato e evitem contato físico próximo até a definição do diagnóstico. O objetivo é conter a disseminação e garantir segurança à população.
Na semana passada, uma nova variante da doença foi detectada no Reino Unido e na Índia. Segundo a Organização Mundial da Saúde, esses registros indicam que o vírus pode estar circulando mais amplamente do que o documentado até agora. Apesar disso, a avaliação global de risco permanece inalterada.
O que é mpox?
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/C/r/S2jTMLRPCE3YVo6f0LDg/particulas-do-virus-mpox.jpeg)
Partículas do vírus mpox (em verde) sobre células infectadas. Disseminação do patógeno ainda preocupa especialistas. — Foto: NIH-NIAID/IMAGE POINT FR/BSIP/picture alliance
A mpox é uma zoonose viral, ou seja, é transmitida entre pessoas e animais. A transmissão se dá, por exemplo, por contato próximo a fluidos corporais de uma pessoa contaminada ou por arranhões ou mordida do animal com a doença. Alguns dos sintomas são dor de cabeça, gânglios inchados e erupções na pele.
A “‘varíola dos macacos”, como era então chamada essa doença, foi identificada pela primeira vez justamente em colônias de macacos, em 1958.
Hoje, porém, sabe-se que a infecção, que recebeu o mais alto nível de alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2024, também pode ser transmitida por roedores, como esquilos, e outros mamíferos, como até mesmo o cão doméstico — por isso a mudança de nome.
Alguns dos sintomas são dor de cabeça, gânglios inchados e erupções na pele.
Para reduzir risco de contágio, especialistas recomendam :
- evitar contato direto com lesões
- manter higiene das mãos
- não compartilhar objetos pessoais
Fonte: g1
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/f/t/CsKhF3Sda8QrRDYzPGBA/infeccao-mpox-210824.jpg)
Entenda como o vírus da mpox infecta o corpo humano. — Foto: Ana Moscatelli/Arte g1
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/u/l/xDBeg3Q2SY01ANI8MoMA/sintomas-mpox-030924.jpg)
Conheça o vírus da mpox e os principais sintomas da doença. — Foto: Ana Moscatelli/Arte g1
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/l/k/4sBckcS3WPHBqP9GIBrw/info-mapa-mpox-190824.jpg)
O vírus da mpox possui dois tipos clássicos, com diferentes níveis de gravidade. — Foto: Ana Moscatelli/Arte g1













