“…a divisão ideológica que interessa apenas a dois grupos que se digladiam como inimigos e se revezam no poder…”
Desde que o sentimento antagônico das ideologias adversas passou a ser incentivado em larga escala pelas redes sociais, o Brasil e o mundo estão cada vez mais carentes de lideranças fortes, carismáticas e de fato influenciadoras por suas ideias e convicções.
Não por acaso, o próprio presidente atual dos Estados Unidos, que emerge como figura controversa, instável e presunçosa, tem sua própria rede social para divulgar globalmente ou incutir nas pessoas as suas verdades absolutamente indigestas para grande parte do mundo, que o respeita apenas pela sua posição e não pela sua liderança.
Sempre carente de grandes líderes, o Brasil também enfrenta a orfandade de figuras de fato influentes pela capacidade de pensar no coletivo, hoje substituídas por aquelas que defendem e pregam para seus próprios convertidos como forma de manter a divisão ideológica que interessa apenas a dois grupos que se digladiam como inimigos e se revezam no poder como bons amigos.
Afinal, entre a direita e a esquerda brasileira, prevalece sempre o “Centrão”, que se alia e usufrui de qualquer dos lados obrigados a pagar o pedágio cada vez mais elevado para governar.
Do Brasil, é possível citar raras lideranças reais, como Getúlio Vargas, de longo período no poder com políticas nacionalistas; Juscelino Kubitschek, com seu Plano de Metas e a construção de Brasília; Fernando Henrique Cardoso, pelas reformas econômicas que ainda prevalecem; e Luiz Inácio Lula da Silva, pela atuação como sindicalista e três mandatos como presidente.
O único nome antagônico à chamada esquerda, que na verdade age muito mais como centro-direita, é Jair Bolsonaro, que surgiu pelas redes sociais como capaz de retomar o poder da direita e não conseguiu sequer a reeleição ao cargo.
Em nível mundial, as lideranças lembradas são Mahatma Gandhi, Nelson Mandela, Winston Churchill, Abraham Lincoln e John Kenedy, agora substituídos por figuras frágeis como Joe Biden e o próprio Trump, Emmanuel Macron e outros sem expressão, enquanto até os reinados perdem importância, como a sucessão da Rainha Elisabeth pelo insosso filho Charles III.
Com a ausência de grandes estadistas capazes de defender seus povos e conciliar os interesses da comunidade global, seguimos para o caos econômico acompanhado da sucessão de guerras fraticidas e históricas pela falta de solução dos antigos e dos novos conflitos.
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